A rotina de dedicação e trabalho de um idoso vendedor de queijos em Minas Gerais foi interrompida por uma tragédia. Edson Paulino, de 66 anos, desapareceu ao tentar atravessar o córrego Santo Antônio, na região de João Pinheiro, um trajeto que fazia diariamente para garantir seu sustento.
O drama mobilizou equipes de resgate por dias e chocou a comunidade local. A forte correnteza, intensificada pelas chuvas, transformou um caminho habitual em um cenário fatal, resultando em um desfecho doloroso para a família.
Após oito dias de buscas incessantes, o corpo de Edson foi encontrado a centenas de quilômetros de distância do local do desaparecimento, conforme informações divulgadas pelo g1.
A Rotina Fatal e o Desaparecimento
Edson Paulino, um vendedor de queijos em João Pinheiro, no Noroeste de Minas, tinha o hábito de atravessar o córrego Santo Antônio. No dia do incidente, ele tentou cruzar o curso d’água, mas a correnteza estava extremamente forte devido às intensas chuvas na região.
Testemunhas relataram que o idoso foi levado pela correnteza na região de Malhada Bonita, distrito de Luizlândia do Oeste, desencadeando uma operação de busca e resgate que se estenderia por mais de uma semana, envolvendo o Corpo de Bombeiros.
O Desafio das Buscas e o Longo Percurso
As buscas por Edson Paulino iniciaram-se com as equipes de João Pinheiro e, a partir de 25 de janeiro, contaram com o apoio dos Bombeiros de Unaí. A operação foi contínua, com recursos especializados em salvamento aquático, cobrindo mais de 300 quilômetros.
Os militares enfrentaram condições adversas, pois o aumento do volume e a força da correnteza dificultaram imensamente os trabalhos de localização do corpo do vendedor de queijos ao longo dos rios.
O Encontro do Corpo e a Dor da Perda
Oito dias após o desaparecimento, em 29 de janeiro, o corpo de Edson Paulino foi encontrado por moradores a cerca de 500 metros da confluência do rio Paracatu com o rio São Francisco, no distrito de Barra do Rio, em Santa Fé de Minas.
O local do encontro estava a aproximadamente 200 quilômetros de distância de João Pinheiro, um testemunho da força da correnteza. A família, embora aliviada pelo encontro, lamenta a perda, e sua irmã, Edna, expressou o sentimento de luto e saudade: “O que fica agora são as lembranças”.
A tragédia em Minas Gerais ressalta os perigos enfrentados por trabalhadores que dependem de travessias em rios durante períodos de chuva, quando a correnteza se torna um risco iminente.