Tremor em Poconé: Mato Grosso Registra o 2º Maior Abalo Sísmico do Brasil em 2025, Superado Apenas por Roraima

O abalo de magnitude 4.4 em Poconé surpreendeu moradores, colocando o estado em destaque no cenário sismológico nacional, com outros eventos em Dom Aquino e Poxoréu.

Um forte tremor em Poconé, Mato Grosso, marcou o ano de 2025 ao ser classificado como o segundo maior abalo sísmico registrado no Brasil. O evento, que pegou muitos de surpresa, reacende o debate sobre a atividade sísmica no território nacional.

A magnitude do sismo colocou a cidade mato-grossense em evidência, superada apenas por um registro em Rorainópolis, Roraima. Este cenário mostra a relevância de compreender melhor os fenômenos geológicos que afetam o país.

O ocorrido levanta questões sobre a frequência e a intensidade dos tremores intraplaca no Brasil, um tema de constante estudo por especialistas, conforme informações divulgadas pelo G1.

Detalhes do Abalo em Poconé e o Cenário Nacional

O tremor em Poconé, com magnitude 4.4 na Escala Richter, aconteceu por volta das 5h da manhã e, apesar da curta duração, foi sentido por muitos moradores. O comerciante Deni Geloni relatou a experiência: “Conversei com o pessoal, vizinhos e todos sentiram. Durou uns três ou quatro segundos, foi rápido mas forte e balançou tudo”, afirmou na época.

Este evento posicionou Mato Grosso como o estado com o segundo maior abalo sísmico de 2025, considerando apenas os tremores classificados como “tipicamente brasileiros”. O primeiro lugar ficou com Rorainópolis, em Roraima, que registrou um sismo de magnitude 4.5.

Na terceira posição, aparece Parauapebas, no Pará, com um abalo de 4.3. A mesma cidade paraense também figurou em outras duas posições do ranking, com tremores de 4.2 e 4.0 de magnitude, evidenciando uma notável atividade sísmica na região.

Outros Tremores em Mato Grosso e a Frequência no País

Além do significativo tremor em Poconé, Mato Grosso registrou outros eventos sísmicos em 2025. Em 17 de abril, o município de Dom Aquino, a 172 km da capital, teve um abalo de magnitude 2.3 na Escala Richter.

Em julho, a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) identificou um novo tremor em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, com magnitude 2.2. Estes eventos, embora de menor intensidade, reforçam a presença de atividade sísmica no estado.

Segundo a RSBR, tremores de baixa intensidade são relativamente frequentes no Brasil. Geralmente, resultam de pressões naturais que provocam pequenas rachaduras na crosta terrestre, um fenômeno comum em regiões intraplaca.

Tremores Intraplaca: Uma Realidade Brasileira

O ranking dos maiores eventos sísmicos de 2025 considera exclusivamente os chamados tremores “tipicamente brasileiros”. Estes são classificados como abalos intraplaca, que ocorrem no interior das placas tectônicas, distantes de suas bordas.

Esses eventos estão, em geral, associados a falhas geológicas antigas ou à acomodação de tensões internas na crosta terrestre. É importante diferenciar esses sismos dos chamados “andinos”.

Sismos de maior magnitude, registrados na região Norte do Brasil próximos à fronteira com o Peru, são considerados “andinos” por estarem relacionados à subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana, e por isso não entram no levantamento de tremores nacionais.

Monitoramento Sísmico no Brasil

Os registros e análises dos tremores no Brasil são realizados por uma estrutura robusta. As informações são coletadas pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e posteriormente analisadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

A RSBR é coordenada pelo Observatório Nacional (ON/MCTI), contando com o apoio essencial do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Essa colaboração garante a precisão e a confiabilidade dos dados sísmicos no país.

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