Vereador de Praia Grande Vira Réu por Violência Política, Ameaças e Injúria Contra Colega Parlamentar em SP: Entenda o Caso Chocante

Justiça de Praia Grande Aceita Denúncia de Violência Política Contra Vereador Marcinho

Um caso de grande repercussão na política de Praia Grande, litoral de São Paulo, ganhou um novo capítulo. O vereador Márcio Castilho, conhecido como Marcinho, agora é réu em um processo que o acusa de violência política de gênero, injúria e ameaça contra a colega parlamentar Janaina Ballaris.

A decisão, proferida pela juíza Danielle Camara Takahashi, da 2ª Vara Criminal de Praia Grande na última sexta-feira (5), considerou a existência de indícios de autoria e materialidade, suficientes para o prosseguimento da ação penal. Este desdobramento coloca em evidência a seriedade das acusações e o impacto que a violência política pode ter no ambiente legislativo.

Os detalhes da denúncia do Ministério Público (MP) apontam para uma série de ofensas e intimidações que teriam ocorrido ao longo dos últimos meses. A situação gerou um debate intenso sobre o respeito e a ética no exercício da vida pública, conforme informação divulgada pelo g1.

O Início das Ofensas e as Acusações Detalhadas

As hostilidades, de acordo com a denúncia, tiveram início em janeiro deste ano. O vereador Márcio Castilho teria proferido palavras de baixo calão contra a vereadora Janaina Ballaris, chamando-a de “vendida”, “fudida” e um “pedaço de bosta”. Tais ofensas teriam sido dirigidas ao pai de uma assessora da vereadora, em meio a uma discussão sobre a tramitação de um projeto de lei local.

A vereadora tentou um contato direto com o parlamentar para que as agressões verbais cessassem, mas, segundo o MP, as ofensas persistiram. A denúncia detalha que o vereador teria ainda tentado intimidar Janaina, afirmando ser “amigo de policiais e bandidos”.

Dias após esses episódios, um vídeo envolvendo a imagem do vereador foi publicado em uma rede social. Em resposta, Marcinho teria acusado a vereadora pela publicação, utilizando termos ainda mais pejorativos, como “swingueira”, “mendiga” e “mais suja que pau de galinheiro”. Essas declarações são centrais para as acusações de injúria e violência política de gênero.

A Posição da Defesa do Vereador

Em nota, o advogado Danilo Martins, que representa Márcio Castilho, afirmou que a defesa não foi formalmente comunicada pela Justiça sobre o recebimento da denúncia. O defensor ressaltou que o vereador já havia sido ouvido na fase de inquérito policial e, na ocasião, reafirmou sua inocência diante das acusações de violência política e injúria.

A defesa alega possuir “provas próprias, inclusive depoimentos colhidos no próprio inquérito, que evidenciam que os fatos estão sendo distorcidos e analisados com base apenas na versão apresentada (pela suposta vítima) a qual não se sustenta”. Essas provas, segundo o advogado, serão apresentadas e comprovadas perante o Poder Judiciário.

Além disso, a defesa de Marcinho sugeriu que a postura da vereadora Janaina Ballaris possui uma motivação política. Eles apontam que o vereador tem atuado na fiscalização do poder público, enquanto a vereadora exerce a vice-liderança na Câmara. O vereador “reafirma sua confiança na Justiça e reforça que todas as provas, testemunhos e elementos verificáveis confirmam a inexistência de qualquer ameaça, demonstrando que o episódio decorre de uma tentativa de judicialização indevida de disputa política”, concluiu a nota.

A Resposta da Vereadora Janaina Ballaris

Em entrevista ao g1, a vereadora Janaina Ballaris contestou a alegação de motivação política, afirmando que os fatos ocorreram no início do mandato, “muito antes de qualquer debate sobre base ou oposição”. Ela enfatizou que não há vínculo entre a denúncia e o fato de o vereador se posicionar como oposição ao governo atual.

Janaina descreveu os incidentes como “ofensas pessoais, ataques misóginos, tentativas de intimidação e episódios de violência psicológica, situações que jamais deveriam fazer parte do ambiente político ou institucional”. Para a vereadora, as condutas do colega “ultrapassaram todos os limites do respeito e da ética”, motivando-a a comunicar o caso às autoridades e aguardar o devido curso legal.

A vereadora destacou a importância da responsabilização em casos de violência política, especialmente para as mulheres. “Não comemoro denúncia contra ninguém, mas acredito que a responsabilização é essencial para que as mulheres em espaços de poder não sejam silenciadas ou deslegitimadas”, finalizou Janaina, reforçando a luta por um ambiente político mais respeitoso e igualitário.

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