Tragédia e impunidade: Baixada Santista enfrenta crescente número de mortes de mulheres, acendendo um alerta para a segurança feminina
O litoral de São Paulo foi palco de uma série de eventos chocantes que reacendem o debate sobre a segurança das mulheres na região. Em um período de menos de 24 horas, duas mulheres foram brutalmente assassinadas, intensificando o alerta para o avanço dos feminicídios na Baixada Santista.
Os crimes ocorreram no fim de semana que antecedeu o Dia Internacional da Mulher, tornando o cenário ainda mais grave e simbólico. As vítimas foram sepultadas nesta segunda-feira, enquanto os agressores foram presos em flagrante, conforme informações divulgadas pelo g1.
Essa sequência de violências, que inclui outros casos recentes, sublinha a urgência de ações preventivas e o clamor por justiça em uma região já marcada por números alarmantes de violência de gênero, conforme informação divulgada pelo g1.
Duas Vidas Ceifadas e um Cenário de Violência no Litoral de SP
As duas vítimas dos crimes mais recentes tiveram seus sepultamentos realizados no Cemitério Morada da Grande Planície, no bairro Vila Antártica. A rápida prisão dos autores em flagrante, embora seja um passo importante, não diminui a preocupação com a frequência desses incidentes.
Dias antes, a tragédia já havia se manifestado em Praia Grande, onde uma jovem grávida, Jade Muniz, foi encontrada morta ao lado do companheiro, que estava enforcado. Os corpos, em avançado estado de decomposição, foram descobertos por um vizinho. O caso foi registrado como suicídio do homem e morte suspeita da mulher, adicionando mais um mistério ao panorama de mulheres mortas no litoral de SP.
Série de Feminicídios e Mortes Suspeitas Abala a Baixada Santista
O g1 reuniu outros casos de feminicídio registrados na Baixada Santista neste ano, evidenciando uma triste cronologia de violência. Em 2 de janeiro, Jéssica Santos de Sousa, de 33 anos, foi encontrada esfaqueada em Praia Grande. O suspeito, Henrique da Silva Miranda, foi preso dias depois.
Em 18 de janeiro, Geovana Stefany Trajano Silva, de 19 anos, foi encontrada morta com um tiro na nuca em Itanhaém. Seu companheiro, Juan Gustavo Nelson Ascenço da Silva, fugiu e foi preso um mês depois. Apenas dois dias depois, em 20 de janeiro, Barbara Denise Folha de Oliveira, de 34 anos, foi encontrada morta em São Vicente, com moedas na boca e ao redor do corpo. Seu ex-marido, Manoel Ferro de Melo, confessou o crime e foi preso.
Outro caso chocante ocorreu em 7 de fevereiro, quando Ana Paula Ferreira Campos foi encontrada morta em um quarto de motel em Santos. A família relatou que ela foi levada à força pelo ex-companheiro, Flávio Alves da Silva, encontrado enforcado no banheiro. Estes casos reforçam a urgência de medidas para coibir a violência contra a mulher.
Desafios na Coleta de Dados e Ações Preventivas
Além dos casos de feminicídios, pelo menos quatro outras mulheres foram encontradas mortas na Baixada Santista em circunstâncias diversas. Os corpos foram localizados na praia de Itanhaém, no lixão de Praia Grande, na catraia em Santos e na rodovia de São Vicente.
Até o momento, apenas a vítima encontrada no canteiro central da Rodovia dos Imigrantes teve sinais de violência confirmados, e seu caso é investigado como morte suspeita. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), procurada pelo g1, informou que não possui um balanço consolidado sobre feminicídios na Baixada Santista e não respondeu sobre ações preventivas no município, o que gera preocupação sobre a efetividade das políticas de segurança na região.