Abelhas nativas viram

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"title": "Abelhas Nativas Viram Pets no Paraná: Crianças e Adultos Aprendem a Cuidar de Abelhas Sem Ferrão, Unindo Paixão, Baixa Manutenção e Preservação",
"subtitle": "A Universidade Estadual de Maringá (UEM) no Paraná capacita entusiastas para a meliponicultura, mostrando como as abelhas nativas, como Jataí e Mandaçaia, se tornam pets de baixa manutenção e aliados da conservação ambiental.",
"content_html": "<h2>A UEM no Paraná lidera a meliponicultura, ensinando como abelhas nativas viram pets de baixa manutenção, conectando entusiastas de todas as idades à preservação das espécies sem ferrão e ao cuidado com a biodiversidade.</h2><p>Uma nova e encantadora tendência tem ganhado força no Paraná, transformando o conceito de animal de estimação e promovendo a conservação ambiental. As <b>abelhas nativas</b>, especialmente as espécies sem ferrão, estão conquistando lares e corações, sendo adotadas como verdadeiros pets.</p><p>Essa prática, conhecida como meliponicultura, é impulsionada por iniciativas como a da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Umuarama, que oferece cursos para o manejo correto desses insetos essenciais.</p><p>A universidade não só ensina a criar as abelhas, mas também a fabricar iscas para a captura sustentável das colônias, fomentando uma paixão que une lazer, aprendizado e um profundo compromisso com a biodiversidade, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>O Fascínio de Crianças e Adultos Pela Meliponicultura</h3><p>O universo das <b>abelhas sem ferrão</b> atrai pessoas de todas as idades, como o jovem Vinicius dos Santos Leite da Silva, de apenas 12 anos. Sua paixão começou aos 10, quando sua avó o incentivou a abrigar uma colônia de abelhas Jataí encontrada no muro de casa.</p><p>Desde então, Vinicius se dedicou a pesquisar sobre o tema, aprofundando seus conhecimentos e se tornando um verdadeiro especialista mirim. Ele cuida de quatro colmeias de Jataí e uma de Mandaçaia, demonstrando um manejo impressionante para sua idade.</p><p>Em um dos cursos da UEM, Vinicius consolidou seu interesse e iniciou uma amizade com o professor Zucareli, especialista em meliponicultura. Os dois, inclusive, já trocaram espécies de abelhas, fortalecendo a rede de cuidadores.</p><p>“Eu gosto muito de mexer com as abelhas. É muito prazeroso para mim ver como é que as bichinhas estão se desenvolvendo. Quando eu mexo nelas, faço manejo, aí eu vejo tudo certinho. Teve um dia que vi até a rainha da abelha. Eu identifico todas as abelhas”, relata Vinicius, com entusiasmo.</p><p>Apesar de ter outros animais de estimação, Vinicius dedica um tempo especial às suas abelhas, observando-as diariamente. Ele verifica a movimentação, a aparência do "pito de entrada", o túnel de cerume, e a maleabilidade da cera, sinais importantes da saúde da colmeia.</p><p>O pai de Vinicius, André Leite da Silva, de 46 anos, expressa orgulho pelo interesse do filho. “Quando ele põe alguma coisa na cabeça, ele pesquisa, vai atrás. Ele conhece o formato das abelhas, se a postura do ninho está boa ou não”, afirma André, destacando a dedicação incomum para a idade.</p><p>Outra entusiasta é Soraia Santos de Liro Guirão, de 55 anos. Apaixonada por animais, ela encontrou nas <b>abelhas nativas</b> os <b>pets de baixa manutenção</b> ideais para sua rotina. Soraia cuida de colmeias de Jataí e Mandaçaia, e planeja ter mais espécies.</p><p>“Eu converso com elas do mesmo jeito e elas me ocupam menos tempo e preocupação. Elas não me dão muito trabalho. Amo acordar e ir vê-las saindo para ir em busca de alimento. Vê-las trabalhar e ver como é a organização da colmeia me fascina”, explica Soraia sobre seu amor pelos insetos.</p><p>Para Soraia, a meliponicultura vai além do hobby. “Eu quero ter essas abelhinhas para também ajudar um pouco o meio ambiente e ajudar na polinização. Acho que cuidando delas, elas estão cuidando da gente”, conclui, ressaltando o impacto positivo na natureza.</p><h3>Os Cuidados Essenciais para Manter Abelhas Saudáveis</h3><p>Mesmo sendo consideradas <b>pets de baixa manutenção</b>, as <b>abelhas nativas</b> exigem cuidados específicos para prosperar. O professor Zucareli enfatiza que a localização da colmeia é crucial.</p><p>“Elas têm que ser criadas à sombra, com apenas o sol da manhã, pois o excesso de sol pode matar as crias e derreter a cera”, alerta Zucareli. Além disso, a retirada do mel deve ser feita com cautela.</p><p>Não é recomendado retirar todo o mel para consumo. O ideal é fazê-lo apenas no verão. “A partir do outono, o melhor é não retirar mais para que ela tenha uma reserva de mel para o inverno e possa sobreviver”, explica o professor, garantindo a sustentabilidade da colônia.</p><p>Durante o manejo, Soraia também se mantém vigilante contra predadores, especialmente os forídeos, pequenas moscas que são “as principais inimigas das <b>abelhas sem ferrão</b>” por depositarem seus ovos nas colmeias.</p><p>A observação constante da robustez da colônia é vital. Se uma colmeia estiver fraca, é necessário fornecer um alimento energético, à base de água, açúcar e limão. Colônias fortes e em crescimento podem até ser divididas, gerando novas colmeias.</p><h3>Legislação e a Importância de Registrar Sua Colmeia</h3><p>No Paraná, a criação de <b>abelhas sem ferrão</b> é regulamentada pela Lei Estadual 19.152/2017. Essa legislação reconhece as <b>abelhas nativas</b> como fauna silvestre brasileira e permite sua criação para fins de conservação, educação ambiental, pesquisa, lazer e consumo familiar de mel.</p><p>A lei diferencia espécies nativas de exóticas e considera a meliponicultura um hobby. Criadores com até dez colmeias não precisam de licença ambiental, mas a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) recomenda o cadastro para todos.</p><p>Para produtores com mais de dez colmeias ou que desejam comercializar produtos da meliponicultura, o cadastro na Adapar é obrigatório. O professor Zucareli aconselha que mesmo os pequenos criadores realizem o registro na unidade mais próxima da Adapar.</p><p>“Isso é indicado para que possam fazer o mapeamento de espécies conservadas no estado e número de meliponicultores”, finaliza Zucareli, destacando a importância do registro para a conservação e o conhecimento da população de abelhas no estado."
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