Como militar dos EUA tentou esconder R$ 2 milhões em apostas | G1

“`json
{
"title": "Como militar das Forças Especiais dos EUA tentou esconder R$ 2 milhões em apostas sobre queda de Maduro e foi preso por uso de dados sigilosos",
"subtitle": "Sargento Gannon Ken Van Dyke é acusado de lucrar US$ 400 mil em plataforma de previsões e de montar um complexo esquema para ocultar o dinheiro, levantando suspeitas federais",
"content_html": "<h2>Sargento Gannon Ken Van Dyke é acusado de lucrar US$ 400 mil em plataforma de previsões e de montar um complexo esquema para ocultar o dinheiro, levantando suspeitas federais</h2><p>Um sargento das Forças Especiais dos Estados Unidos, Gannon Ken Van Dyke, foi detido na última quinta-feira, 23, por autoridades federais, sob acusações graves. Ele é suspeito de ter lucrado mais de <b>US$ 400 mil, o equivalente a cerca de R$ 2 milhões</b>, em apostas realizadas na plataforma Polymarket sobre a destituição do líder venezuelano Nicolás Maduro.</p><p>O caso ganhou repercussão por envolver um militar que teria participado de um plano contra Maduro, utilizando informações sigilosas para obter vantagens financeiras pessoais. A investigação detalhou como Van Dyke teria tentado ocultar seus ganhos, desencadeando um complexo rastreamento de dinheiro.</p><p>As manobras do sargento para esconder o montante milionário incluíram transferências para carteiras de criptomoedas no exterior e a criação de novas contas, em uma tentativa de dificultar o rastreamento, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>O esquema de apostas e o lucro milionário</h3><p>Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, Gannon Ken Van Dyke realizou <b>13 apostas</b> na plataforma Polymarket, totalizando um investimento de cerca de <b>US$ 33 mil</b>. O volume dessas operações, concentradas em um curto período, já levantou suspeitas, indicando uma possível tentativa de pulverizar os valores para evitar atenção indesejada.</p><p>O lucro substancial de US$ 400 mil, ou R$ 2 milhões, foi obtido após a "Operação Resolução Absoluta" e o anúncio de movimentações atípicas no mercado de previsões. Este ganho desproporcional ao investimento inicial acendeu um alerta para as autoridades americanas.</p><h3>A intrincada rota do dinheiro e a tentativa de anonimato</h3><p>Após a captura de Maduro e o recebimento dos lucros, o sargento Van Dyke teria iniciado um elaborado processo para ocultar o dinheiro. A maior parte dos valores foi transferida para uma <b>carteira de criptomoedas no exterior</b>. Em seguida, o montante foi movimentado para uma conta recém-criada em uma corretora online.</p><p>Essa estratégia de utilizar <b>criptomoedas</b> confere um grau de pseudonimato, pois as transações são registradas por endereços digitais, e não diretamente vinculadas a nomes. Além disso, a fragmentação do caminho do dinheiro, com movimentações entre diferentes carteiras e plataformas, visava tornar a identificação da origem dos recursos ainda mais complexa para as autoridades.</p><p>A tentativa de ocultação de identidade foi além. Em 6 de janeiro de 2026, Van Dyke supostamente solicitou a exclusão de sua conta na plataforma, alegando falsamente ter perdido acesso ao e-mail. No mesmo dia, ele teria alterado o endereço eletrônico associado à sua conta de criptomoedas para outro, criado semanas antes e que não estava em seu nome.</p><h3>A investigação e as graves acusações enfrentadas pelo sargento</h3><p>Apesar de todos os esforços para permanecer anônimo, o sargento norte-americano foi descoberto. A movimentação atípica no mercado de previsões gerou suspeitas imediatas, resultando em uma investigação que se estendeu por meses e culminou na detenção do militar por uso de dados sigilosos para ganhos financeiros.</p><p>O procurador-geral interino do FBI, Todd Blanche, ressaltou a gravidade da situação em nota divulgada, afirmando que: "Nossos homens e mulheres em serviço recebem acesso a informações confidenciais para cumprir suas missões com segurança e eficácia, e são proibidos de usar esses dados altamente sensíveis para obter vantagem financeira pessoal".</p><p>Gannon Ken Van Dyke agora enfrenta três acusações de violação da Lei de Bolsa de Mercadorias, cada uma com pena máxima de até 10 anos. Além disso, ele é acusado de <b>fraude eletrônica</b>, que pode render até 20 anos de prisão, e de transação monetária ilegal, com pena de até 10 anos. O caso destaca a rigidez das leis americanas contra o uso indevido de informações confidenciais.</p>"
}
“`

Tags

Compartilhe esse post