O Ministério Público de Sergipe exige regularização urgente de médicos especialistas na UTI pediátrica de Estância, pressionando Hospital Amparo de Maria e o estado.
O Ministério Público de Sergipe (MPSE) emitiu um alerta sobre a grave **falta de médicos especialistas** na **UTI pediátrica** do Hospital Amparo de Maria, em Estância. A unidade, crucial para a saúde infantil, enfrenta problemas significativos no quadro de profissionais, comprometendo o atendimento.
A vistoria do MPSE foi motivada por denúncias feitas à Ouvidoria do órgão, que apontavam falhas na abertura da unidade. Essa ação integra um procedimento administrativo que já contava com relatórios técnicos do Conselho Regional de Medicina de Sergipe (CRM-SE) e uma recomendação prévia, expedida em fevereiro deste ano, conforme informação divulgada pelo G1.
MPSE Cobra Esclarecimentos e Regularização Urgente
Diante da situação, o MPSE protocolou um requerimento formal. O documento exige que a direção do Hospital Amparo de Maria e os gestores de saúde do estado apresentem esclarecimentos e comprovem a regularização das escalas médicas em um prazo determinado.
As solicitações do Ministério Público incluem dados sobre a quantidade total de intensivistas, a identificação detalhada dos plantonistas e a comprovação da presença física do Responsável Técnico. Além disso, o MPSE exige a substituição de médicos rotineiros que não possuem o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em Medicina Intensiva Pediátrica, visando garantir a qualificação necessária.
Ação Civil Pública e o Silêncio do Hospital
O MPSE informou que, após receber e analisar as respostas dos gestores, avaliará as **medidas jurídicas cabíveis**. Caso as falhas estruturais e de pessoal na **UTI pediátrica** não sejam corrigidas pela administração do hospital e pelo Estado, o órgão poderá ajuizar uma **Ação Civil Pública (ACP)**.
Até o momento, a direção do Hospital Amparo de Maria não se manifestou publicamente sobre o assunto. O silêncio da instituição, frente à gravidade das denúncias e das exigências do MPSE, aumenta a preocupação sobre a resolução da **falta de médicos especialistas** na unidade.