Descoberta Inovadora em Rondônia: Plantas Medicinais Impulsionam a Imunidade de Peixes e Reduzem Antibióticos na Piscicultura Local

A busca por soluções mais naturais e sustentáveis na produção de alimentos tem ganhado destaque, e a aquicultura não fica de fora. Em Rondônia, um estado com forte produção de peixes nativos, pesquisadores estão à frente de uma iniciativa promissora para revolucionar a forma como a **imunidade de peixes** é tratada.

O foco está no uso de plantas medicinais, os chamados fitoterápicos, para proteger os peixes de doenças, diminuindo a dependência de antibióticos. Essa abordagem não só beneficia a saúde dos animais, mas também tem implicações positivas para o meio ambiente e para os consumidores.

Essa pesquisa inovadora é desenvolvida por um grupo de pesquisa e extensão em Sanidade Aquícola da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), no campus de Rolim de Moura, conforme informação divulgada pelo G1.

Detalhes da Pesquisa e o Tambaqui

O trabalho, conduzido pelo curso de Medicina Veterinária da UNIR, visa encontrar alternativas naturais para os medicamentos atualmente empregados na piscicultura. O acadêmico Pedro Henrique Caçal da Silva, de 21 anos, explica que a pesquisa se concentra no **tambaqui**, considerado o principal peixe nativo da região Norte do Brasil.

“A gente trabalha com a sanidade aquícola com tambaqui, que é o maior peixe nativo da região norte do Brasil. A gente procura fitoterápicos, que são alternativas a medicamentos contra bactérias do ambiente aquático”, detalhou Pedro Henrique, ressaltando a importância de soluções naturais para a **imunidade de peixes**.

A Planta Rabo-de-Gato e seus Benefícios

Entre as plantas que estão sendo analisadas, a chamada **rabo-de-gato** tem se mostrado promissora. Ela é utilizada em testes realizados em sistemas fechados de piscicultura dentro da universidade, onde a planta é triturada e misturada à ração fornecida aos peixes.

O estudante Pedro Henrique Caçal da Silva enfatiza os resultados alcançados. “Você conseguiu uma imunomodulação do sistema imune do animal, ou seja, uma estimulação para causar uma maior resistência contra essas bactérias, sem a necessidade de usar medicamentos do mercado”, afirmou ele, destacando o potencial das **plantas medicinais**.

Redução de Antibióticos e Impactos

A iniciativa também busca diminuir o uso de antibióticos na produção aquícola, um problema crescente. Segundo os pesquisadores, o Brasil possui poucas opções de medicamentos disponíveis para peixes. O uso excessivo desses antibióticos pode trazer consequências negativas tanto para a produção quanto para o consumo.

“São antibióticos que se alojam na musculatura do peixe e quando esse peixe é consumido, podem trazer essa resistência antibiótica até a gente”, alertou Pedro Henrique. Além da rabo-de-gato, a pesquisa também avalia outras **plantas medicinais** com potencial semelhante, como o picão-preto e extratos naturais.

O professor Wilson Gomes Manrique, orientador do projeto, informou ao G1 que o estudo surgiu a partir de uma demanda do próprio setor produtivo de Rondônia. “É uma necessidade que existe na piscicultura, visto a diversidade de doenças, principalmente bactérias, que os peixes podem ter, afetando negativamente a produção de tambaqui”, destacou o professor, sublinhando a importância de fortalecer a **imunidade de peixes**.

A Importância da Prevenção e Outros Projetos

A baixa disponibilidade de medicamentos específicos para peixes torna a prevenção ainda mais crucial na piscicultura. O professor Wilson explica que o grupo de pesquisa da UNIR trabalha justamente para explorar o potencial imunológico das plantas naturais nos peixes.

“A nossa pesquisa vem estudando esse potencial que as plantas têm em fazer a imunomodulação, ver como aumentar a **imunidade de peixes**”, afirmou. Este projeto, que foca na saúde aquática e no uso de **plantas medicinais**, foi um dos diversos trabalhos apresentados por acadêmicos da UNIR durante a Rondônia Rural Show.

Outros projetos incluíram manejo de pastagens, reaproveitamento de resíduos naturais na alimentação animal e estudos sobre variedades de capins adaptados ao clima regional. Estudantes do campus de Presidente Médici, por exemplo, apresentaram uma consultoria para pequenos produtores rurais, orientando sobre alternativas para reduzir custos na produção.

A estudante Rayane, acadêmica do sétimo período de Zootecnia, explicou: “A empresa vem com a função de mostrar ao produtor que podemos utilizar resíduos naturais que muitas vezes são descartados. A ideia é reaproveitar esses materiais na nutrição animal e também como adubo, reduzindo custos na produção”. O projeto também oferece orientações sobre manejo de pastagens durante a estiagem, um grande desafio para a pecuária rondoniense.

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