Paixão que transcende o tempo: Morador de Uberlândia coleciona figurinhas da Copa do Mundo há quase 50 anos, do álbum de chiclete ao oficial.

A inspiradora jornada de Edson Luis Franco, que, motivado pelo avô, transformou a paixão por figurinhas da Copa do Mundo em uma coleção intacta desde 1994.

Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, uma tradição singular e emocionante se mantém viva há quase cinco décadas. Edson Luis Franco, um apaixonado por futebol, coleciona figurinhas da Copa do Mundo, transformando um simples passatempo em um verdadeiro legado familiar.

Sua coleção é impressionante, abrangendo desde álbuns de marcas de chiclete, que marcaram o início de sua paixão, até os exemplares oficiais mais recentes. O mais notável é que, segundo ele, todos os álbuns da Copa do Mundo desde 1994 estão completos e perfeitamente intactos.

Essa dedicação, que se tornou um ritual a cada quatro anos, é um testemunho de amor pelo esporte e pela família, como revelado em informações divulgadas pelo G1.

A semente da paixão: uma tradição familiar

A paixão de Edson pelas figurinhas da Copa do Mundo tem raízes profundas na infância, estimulada por seu avô, Lourenço Lori. Embora o álbum de chiclete daquela época tenha se perdido, a memória do início dessa jornada permanece vívida.

Foi aos 22 anos que o avô presenteou Edson com o álbum da Copa do Mundo dos Estados Unidos, um gesto que reacendeu as lembranças e a paixão. Lourenço Lori, inclusive, teve um papel decisivo na vida do neto, escolhendo seu time de coração.

“Ele me induziu, assim como quando me deu a camisa, o short e o tênis do São Paulo quando eu ainda era criança”, relembrou Edson, entre risos, destacando a forte influência familiar em suas paixões.

Desafios e perseverança para completar os álbuns

Completar um álbum na década de 90 não era uma tarefa fácil. Embora as figurinhas não fossem tão caras, as responsabilidades da vida adulta exigiam prioridades financeiras, e os pacotes de figurinhas frequentemente ficavam para depois.

Mesmo diante das dificuldades, Edson não desistiu. Ele comprava pacotes sempre que podia, trocava as figurinhas repetidas com amigos e aproveitava cada oportunidade para avançar em sua coleção, demonstrando grande perseverança.

O álbum da Copa do Mundo de 1994, por exemplo, só foi completado quatro meses após o término do torneio, um feito que ressalta sua dedicação e amor pelo colecionismo.

“A admiração pelo esporte sempre me motivou a completar o álbum. Existe aquela competição de montar, trocar figurinhas e acompanhar tudo de perto. Sempre gostei disso. É uma paixão que tenho e que desperta ainda mais na época da Copa do Mundo”, contou Edson, explicando a essência de seu entusiasmo.

Mais que figurinhas, uma herança de carinho e lembranças

A cada ciclo de quatro anos, Edson mantém o ritual de adquirir e completar os álbuns da Copa do Mundo. Para ele, essa prática vai muito além de colecionar; é uma forma de preservar lembranças preciosas de diferentes fases da vida.

Em sua casa, a tradição já está profundamente enraizada na rotina familiar. Quando a Copa se aproxima, os parentes de Edson chegam a cobrar a compra de um novo álbum, como se o torneio não pudesse começar de verdade sem ele espalhado pela sala.

Com o passar dos anos, essa paixão infantil ganhou um novo e profundo significado. O hábito de colecionar tornou-se também uma maneira especial de compartilhar momentos e demonstrar carinho com suas filhas, Iana e Anahi.

Para Edson, os álbuns são muito mais do que papel e cola. Eles funcionam como um elo com o passado, ajudando a relembrar diferentes fases da vida. Abrir um pacote de figurinhas ainda hoje desperta nele o mesmo entusiasmo genuíno que sentia quando era criança.

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