Advogada deixa defesa de patroa presa suspeita de agredir doméstica grávida no MA | G1

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"title": "Advogada Deixa Defesa de Patroa Presa por Suspeita de Agressão a Doméstica Grávida no MA, Perícia Confirma Áudios",
"subtitle": "A empresária Carolina Sthela, detida sob graves acusações de agredir uma empregada doméstica grávida, vê sua defesa se desfazer em meio a ameaças e novas provas periciais.",
"content_html": "<h2>A empresária Carolina Sthela, detida sob graves acusações de agredir uma empregada doméstica grávida, vê sua defesa se desfazer em meio a ameaças e novas provas periciais.</h2><p>A advogada Nathaly Moraes anunciou sua saída da defesa da empresária Carolina Sthela, presa sob a grave suspeita de agredir uma empregada doméstica grávida de 19 anos no Maranhão. A decisão da advogada foi motivada por perseguições, ataques pessoais e ameaças direcionadas a ela e sua família, conforme divulgado.</p><p>Enquanto isso, a Polícia Civil avança nas investigações, com a perícia confirmando a autenticidade de áudios cruciais. Nesses áudios, a própria empresária teria feito supostas confissões sobre as agressões. A prisão de <b>Carolina Sthela</b> ocorreu na última quinta-feira, 7 de maio.</p><p>Este caso chocou o país e continua a se desenrolar com novas revelações sobre o histórico da empresária e a participação de outros envolvidos. As informações são do G1, que acompanha o caso de perto.</p><h3>Defesa da Empresária Abandona Caso em Meio a Ameaças Pessoais</h3><p>A saída da advogada Nathaly Moraes da defesa de <b>Carolina Sthela</b>, empresária acusada de agredir uma doméstica grávida, marca um novo capítulo no caso. A profissional alegou que as intensas perseguições, ataques pessoais e ameaças contra ela e seus familiares tornaram insustentável a continuidade no processo.</p><p>Carolina Sthela permanece presa desde a quinta-feira, 7 de maio. Paralelamente à sua detenção, a polícia recolheu um carro e uma moto, ambos sem placas, que teriam sido abandonados pela empresária e seu marido, Yuri Silva do Nascimento, antes de uma suposta fuga para o Piauí. Os veículos passarão por perícia.</p><h3>Perícia Confirma Áudios Chocantes e Empresária Nega Autoria Inicialmente</h3><p>O Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou, nesta sexta-feira, 8 de maio, que os áudios com supostas confissões das agressões são, de fato, da empresária. O laudo técnico atestou <b>100% de compatibilidade</b> entre a voz de Carolina Sthela e o material divulgado.</p><p>O delegado Walter Wanderley, da 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy, que investiga o caso, solicitou a perícia logo após a prisão da empresária. Ele explicou ao G1 que, como Carolina negou a autoria dos áudios em seu interrogatório, a comparação foi crucial para não deixar "brecha para a defesa".</p><p>Apesar da negação inicial de Carolina à polícia, sua antiga defesa havia afirmado que ela confessou envolvimento nas agressões. Os áudios serão anexados ao inquérito, fortalecendo as provas contra a empresária na <b>agressão à doméstica grávida no Maranhão</b>.</p><p>Em seu depoimento, Carolina Sthela alegou que a agressão foi motivada por um anel avaliado em <b>R$ 5 mil</b>. Ela também informou estar grávida de três meses e enfrentar problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária, mas a gestação ainda não foi confirmada pela polícia.</p><p>A empresária foi submetida a exames no Instituto Médico Legal (IML), cujos resultados não foram divulgados. A expectativa é que ela passe por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira, onde a Justiça decidirá sobre sua permanência na prisão ou a concessão de liberdade. A defesa pretendia solicitar prisão domiciliar, baseada na suposta gravidez e na necessidade de cuidar do filho.</p><h3>Carolina Sthela é Investigada por Cinco Crimes Graves e Possui Histórico Judicial</h3><p>A empresária <b>Carolina Sthela</b> está sob investigação por uma série de crimes, incluindo <b>tentativa de homicídio triplamente qualificado</b>, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria. A qualificação de tentativa de homicídio indica que houve intenção de matar, com agravantes como motivo torpe, uso de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, segundo a Polícia Civil.</p><p>O delegado geral da Polícia Civil, Augusto Barros, ressaltou que, apesar dos dados já apresentados, como os áudios, a investigação continua em andamento. Outros elementos serão analisados nos próximos dias para a completa elucidação dos fatos.</p><p>A prisão de Carolina Sthela ocorreu em Teresina, Piauí, quando, segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), ela tentava fugir. Ela foi localizada em um posto de gasolina. A defesa, no entanto, negou a tentativa de fuga, alegando que a empresária estava no Piauí para deixar o filho de seis anos sob cuidados de familiares.</p><p>O histórico judicial da empresária é extenso, com mais de dez processos em seu nome. Em 2024, ela foi condenada por calúnia por acusar falsamente uma ex-babá de roubo, resultando em pena de seis meses em regime aberto (substituída por serviços comunitários) e indenização de R$ 4 mil, que ainda não foi paga.</p><p>Além disso, Carolina Sthela foi condenada em 2023 por furto qualificado contra a própria irmã, em conjunto com seu marido. O casal teria desviado mais de R$ 20 mil de uma escola de natação em São Luís, que pertencia à irmã da empresária.</p><h3>PM Suspeito de Participação se Entrega e Policiais que Atenderam Ocorrência São Investigados</h3><p>O policial militar Michael Bruno Lopes Santos, apontado como um dos participantes nas agressões, entregou-se à polícia. Em depoimento à Corregedoria-Geral da Polícia Militar, ele negou qualquer envolvimento. Contudo, na Polícia Civil, ele apresentou uma versão diferente, admitindo ter estado na casa e participado das agressões, embora atribuindo a maior parte a Carolina Sthela.</p><p>Michael Bruno, que conhecia Carolina há seis anos, foi citado pela vítima como um dos agressores na <b>agressão à doméstica grávida</b>. Ele afirmou que foi à residência a pedido do marido da empresária para entregar um documento, e que as agressões ocorreram no dia seguinte.</p><p>A Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Maranhão abriu um procedimento interno para apurar a conduta de Michael Bruno. Sua defesa reforçou que ele nega as agressões e aguarda acesso integral aos autos do processo.</p><p>Quatro policiais militares que atenderam a ocorrência inicial também estão sob investigação administrativa pela Polícia Militar. Eles ainda não foram afastados de suas funções. A apuração foi iniciada após a divulgação de áudios em que Carolina Sthela afirma não ter sido levada à delegacia por conhecer um dos policiais, que teria dito que, devido aos hematomas da vítima, ela deveria ter sido conduzida.</p><p>Nos áudios, Carolina chega a dizer: “Carol, se não fosse eu, eu teria que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas”. E ela responde: “era para ter ficado era mais, não era para ter saído viva”.</p><p>A doméstica grávida relatou ter sofrido puxões de cabelo, socos, murros e sido derrubada no chão, tentando proteger a barriga. As agressões continuaram mesmo após a localização do anel, e ela foi ameaçada de morte caso contasse à polícia. A OAB classificou o caso como tortura agravada, lesão corporal, ameaça e calúnia.</p><p>A vítima também descreveu uma rotina de trabalho exaustiva, com jornada de quase 10 horas diárias, acumulando diversas funções por R$ 750, pagos de forma fracionada. Ela começou a trabalhar sem combinar salário, de segunda a sábado, das 9h às 19h, com apenas 30 minutos de intervalo.</p>"
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