Antes e Depois Chocante: Reforma Inesperada Salva Família e Funcionários de Restaurante no RS Destruído por Queda de Avião Fatal

Proprietário relata o ‘livramento’ após decidir fechar o estabelecimento para pequenas obras, evitando uma tragédia ainda maior para sua equipe e entes queridos.

A queda de um avião de pequeno porte na cidade de Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, resultou em uma tragédia com quatro mortos e a destruição de um restaurante. O impacto da aeronave contra o estabelecimento deixou um rastro de devastação e chamas.

Imagens impactantes revelam o “antes e depois” do local, que operava desde 2014. Contudo, em meio à destruição, emerge uma história de um surpreendente livramento que impediu um número ainda maior de vítimas.

A decisão de não abrir o restaurante atingido por avião no RS para o almoço da Sexta-feira Santa, motivada por pequenas reformas, foi crucial. Essa informação foi divulgada pelo g1.

A Decisão que Salvou Vidas

Douglas Roos, proprietário do restaurante atingido por avião no RS, relatou ao g1 que a não abertura do estabelecimento foi decidida dois dias antes do acidente. Ele planejava pequenas reformas e havia esticado o período de fechamento previsto até o dia 10.

“Há dois dias decidimos que não abriríamos na Sexta-feira Santa para o almoço, porque eu queria fazer umas pequenas reformas”, disse o empresário. Ele complementa, “Era para estar toda a equipe trabalhando. Minha família e mais seis ou sete colaboradores. Mais de dez pessoas poderiam estar no estabelecimento”.

Apesar da perda material e da completa destruição do local pela explosão e chamas, Roos expressa profunda gratidão pela segurança de sua família e funcionários. “Livramento, agradecimento a Deus, porque a minha família e os meus colaboradores não estavam ali dentro no momento. Agora, é trabalhar para reconstruir”, avalia.

Engenheiros avaliaram as casas vizinhas ao restaurante e, segundo o Corpo de Bombeiros, a estrutura dos imóveis não foi abalada. Mesmo assim, os moradores foram aconselhados a deixar as residências temporariamente devido ao forte cheiro de querosene de aviação e à fumaça.

As Vítimas da Tragédia Aérea

Os quatro ocupantes da aeronave não resistiram ao impacto e morreram no local. As vítimas foram identificadas como os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, que eram casados, além de Renan Saes, sócio da empresa de aviação a que pertencia a aeronave, e o piloto Nelio Pessanha.

O casal de empresários era conhecido no setor de eventos, atuando na organização de feiras comerciais voltadas ao segmento têxtil. Naturais de Ibitinga, em São Paulo, eles se mudaram para Xangri-lá, no Rio Grande do Sul, onde desenvolviam parte de seus negócios.

Uma amiga do casal, a empresária Fernanda de Matos, relatou ao g1 que Déborah e Luis eram muito unidos, afirmando que “eles partiram juntos porque o amor deles era forte e verdadeiro”.

Renan Saes, sócio da empresa de aviação, havia publicado um vídeo em suas redes sociais momentos antes da fatalidade. A postagem, feita por volta das 9h, mostrava imagens da vista da janela do avião, possivelmente antes do pouso em Forquilhinha, em Santa Catarina.

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul liberou os corpos das quatro vítimas. Os velórios foram realizados entre a noite de sábado, 4, e a manhã de domingo, 5, em cidades de três estados diferentes, Capão da Canoa (RS), Itápolis (SP) e Campos dos Goytacazes (RJ).

O Trajeto e as Causas da Queda

O avião, um modelo Piper Jetprop DLX, decolou de Itápolis, em São Paulo, e fez uma escala em Forquilhinha, em Santa Catarina, para abastecer. O destino final era Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul, onde a aeronave seria vendida.

De acordo com Allan Peluzzi, proprietário da Peluzzi Aviation e dono da aeronave, o voo que terminou em tragédia seria uma demonstração para os futuros compradores, o casal Ortolani. Essa era a primeira vez do casal em um avião desse tipo.

Conforme a Brigada Militar, a aeronave “estaria voando em baixa altitude, momento em que passou a perder altura e veio a cair”.

As causas do acidente ainda são desconhecidas. A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), é a responsável por apurar o que ocorreu. Investigadores já foram acionados para a coleta e confirmação de dados e preservação de elementos.

Paralelamente, a Polícia Civil do RS instaurou um inquérito para investigar a queda do avião, com o objetivo de verificar eventuais ilícitos penais, esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar possíveis responsabilidades.

Reconstrução e Impacto na Comunidade

O cenário na Avenida Valdomiro Cândido dos Reis, onde o restaurante atingido por avião no RS estava localizado, é de destruição e mobilização. O avião se chocou contra um poste em frente ao estabelecimento, derrubando a fiação e deixando parte do bairro sem luz.

Os destroços do restaurante são visíveis, um lembrete da força do impacto e do incêndio que se seguiu. A comunidade local acompanha os desdobramentos e os trabalhos de perícia e limpeza.

O proprietário Douglas Roos, apesar da perda material, mantém o otimismo e a determinação. Ele planeja trabalhar intensamente para reconstruir o estabelecimento, transformando a tragédia em um novo começo, valorizando o “livramento” que salvou sua família e colaboradores.

Tags

Compartilhe esse post