Em sua 31ª edição oficial, o Bloco A Corda manteve a tradição de despertar Olinda na Terça-feira Gorda, com frevo e batucadas contagiantes.
A Terça-feira Gorda em Olinda ganhou um despertar especial e vibrante, com o Bloco A Corda novamente tomando as ladeiras históricas. Centenas de foliões se uniram à celebração matinal, transformando a cidade em um palco de festa desde as primeiras horas do dia.
Conhecido por sua irreverência e energia contagiante, o bloco cumpriu sua missão de “acordar” moradores e turistas, levando o ritmo envolvente do frevo diretamente para dentro das casas, com a devida permissão dos anfitriões.
Este ano, a festa teve um sabor ainda mais especial com uma homenagem significativa, conforme informações divulgadas pelo g1, celebrando uma figura importante da cultura pernambucana.
A Tradição do Despertar e o Itinerário do Bloco A Corda
Há 32 anos, o Bloco A Corda estabelece uma das tradições mais queridas do Carnaval de Olinda. Pontualmente às 7h, o bloco inicia seu percurso, marcando o começo do último dia oficial de folia na cidade alta.
O itinerário deste ano começou na Ladeira da Misericórdia, no Sítio Histórico de Olinda, e seguiu por pontos emblemáticos como a Rua da Boa Hora, Rua do Amparo, Lago do Amparo e Quatro Cantos, finalizando na Avenida Liberdade.
A experiência de ser acordado pelo bloco é tão única que atrai pessoas de diversas partes do país. Uma turista de São Paulo, identificada como Adriele, compartilhou sua empolgação ao g1: “A gente é de São Paulo e acordamos às 5h só para sairmos acordando o povo no A Corda. Estávamos preparadíssimos. Ninguém está bebendo, eu estou com azia, mas queria vir acordar os outros. Este é o meu primeiro carnaval em Olinda e, ano que vem, estou aqui de novo”.
Helder Vasconcelos: A Homenagem que Celebra a Cultura Popular
O grande homenageado do Bloco A Corda neste ano foi o multiartista pernambucano Helder Vasconcelos. Sua trajetória é profundamente ligada a manifestações populares como o cavalo-marinho e o maracatu rural, elementos essenciais da rica cultura de Pernambuco.
Além de músico, ator e dançarino, Helder é o fundador do Boi Marinho, um grupo que se tornou presença constante no carnaval desde 2000 e que, neste ano, saiu às ruas junto com o A Corda, reforçando a conexão cultural.
A organização do bloco destacou, conforme o g1, que a homenagem reconhece a importância do artista para a cultura popular pernambucana e celebra a força das expressões tradicionais no carnaval. Helder expressou sua gratidão: “A gente trabalha por uma necessidade, a gente é artista por necessidade, mas temos uma relação direta com as pessoas. É uma honra muito grande ser homenageado. É quase como uma chancela para eu continuar com a arte”.
32 Anos de Folia: A História Irreverente do Bloco A Corda
Criado em 1994 como uma brincadeira entre amigos, o Bloco A Corda completa 32 anos em 2026 e realizou seu 31º desfile oficial, consolidando-se como um dos marcos do Carnaval de Olinda. Sua proposta irreverente de “acordar” a cidade se tornou uma marca registrada.
Ao som de batucadas improvisadas e, claro, do tradicional frevo, o bloco entra nas casas, com a permissão dos moradores, espalhando alegria e energia. O já conhecido “arrastão” anuncia o início do primeiro bloco da Terça-feira Gorda em Olinda, um convite irrecusável à folia.
Com refrões como “Acorda, acorda, acorda” e versos bem-humorados, o Bloco A Corda mantém viva sua missão de despertar os foliões para a despedida da festa, garantindo que o espírito carnavalesco perdure até o último instante.