Capitão da PM do Rio Afastado Após Áudio Sugerir Negociação com Tráfico do Comando Vermelho em Belford Roxo, Entenda o Caso

Capitão da PM, já sob investigação por grupo de extermínio, é afastado após áudio sugerir diálogo com traficantes sobre barricadas na Baixada Fluminense.

O Capitão da PM Alessander Ribeiro Estrella Rosa, que atuava no batalhão de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi preventivamente afastado de suas funções neste sábado, 24 de fevereiro. A medida foi tomada pela Corregedoria da Polícia Militar após a circulação de um áudio comprometedor nas redes sociais.

A gravação, atribuída ao policial, sugere uma possível negociação com traficantes do Comando Vermelho para a remoção de barricadas na região. Este afastamento ocorre em um momento de intensificação da fiscalização sobre a conduta de agentes de segurança no estado.

As suspeitas, inicialmente disseminadas pelas redes sociais, chegaram à Polícia Militar e também foram levadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público do Rio (MPRJ) por meio de uma denúncia anônima, conforme informações divulgadas pelo G1.

A Origem da Denúncia e o Início das Investigações

A Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou ter tomado conhecimento das alegações apenas através das redes sociais, já que não houve uma denúncia formal interna sobre o caso. A Corregedoria da PM agiu rapidamente diante da gravidade das acusações que envolvem o Capitão da PM Alessander Ribeiro Estrella Rosa.

O Ministério Público estadual, por sua vez, trata o caso sob sigilo e encaminhou a investigação para a Assessoria de Atribuição Originária Criminal. Este órgão oferece apoio ao procurador-geral de Justiça, especialmente em procedimentos que envolvem autoridades.

A seriedade da situação levanta questões sobre a transparência e os canais de denúncia dentro da corporação, destacando a importância da vigilância social na identificação de condutas indevidas e na prevenção de possíveis acordos com o tráfico de drogas.

Prefeito de Belford Roxo Citado nos Áudios

Nos áudios que circularam e motivaram o afastamento do Capitão da PM, o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, também é mencionado. Contudo, não há informações concretas se ele será alvo de investigação formal neste contexto.

Canella se manifestou publicamente sobre o assunto, afirmando não possuir intimidade com o policial. “Eu vi o Alessander uma ou duas vezes. Não o conheço, não é meu amigo, não tenho intimidade”, declarou o prefeito, segundo o G1.

Ele também informou que solicitou ao seu advogado que o colocasse à disposição tanto do MPF quanto do MPE, demonstrando sua intenção de colaborar com as autoridades para esclarecer quaisquer dúvidas sobre sua menção na gravação.

Histórico Controverso: Envolvimento com Grupo de Extermínio

Este não é o primeiro episódio em que o Capitão da PM Alessander Ribeiro Estrella Rosa tem seu nome envolvido em investigações criminais. Ele já havia sido preso em maio do ano passado, em 2023, sob grave suspeita de integrar um grupo de extermínio.

O grupo, conhecido como “O Novo Escritório do Crime”, é investigado por envolvimento em ao menos duas execuções à luz do dia, com ordens supostamente vinculadas ao jogo do bicho. Essa conexão com atividades ilícitas já pesava sobre o oficial.

Em razão dessas suspeitas anteriores, o capitão já era alvo de um procedimento investigatório na Corregedoria da PM, que poderia resultar em sua expulsão da corporação. Por isso, ele já exercia apenas funções administrativas no batalhão até este novo afastamento.

Os Próximos Passos na Carreira do Policial

O afastamento preventivo do Capitão da PM Alessander Ribeiro Estrella Rosa permite que a Corregedoria prossiga com as investigações de forma mais aprofundada, sem a presença do oficial em atividades operacionais. A apuração visa confirmar a autenticidade do áudio e as negociações com o tráfico.

Caso as acusações sejam confirmadas, o policial poderá enfrentar sanções disciplinares severas, que vão além da sua situação atual de investigado por um grupo de extermínio. A defesa do capitão não foi localizada pelo RJ2 para comentar o caso.

A Polícia Militar reforça seu compromisso com a integridade e a tolerância zero para desvios de conduta, buscando manter a confiança da população em suas instituições de segurança. Este caso ressalta a complexidade do combate ao crime organizado no Rio de Janeiro e a importância da fiscalização interna.

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