Ações estratégicas e o trabalho integrado das forças de segurança impulsionaram uma redução de 31,6% nos Crimes Violentos Letais Intencionais em todo o estado, marcando um novo patamar de segurança.
O Ceará celebra um marco histórico em sua segurança pública, registrando o mês menos violento da história em fevereiro de 2026. Os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) revelam uma significativa diminuição nos indicadores de criminalidade, trazendo alívio e esperança para a população.
Essa conquista é resultado de um esforço concentrado e de estratégias inovadoras que têm sido implementadas em todo o território cearense. A queda nos índices de violência é um indicativo de que as políticas de segurança estão surtindo efeito, com impactos diretos na vida dos cidadãos.
A redução dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte, foi notável. Conforme informações divulgadas pelo g1, o estado registrou 141 óbitos no mês, 65 a menos que no mesmo período de 2025.
Redução Histórica e o Impacto dos CVLIs
O mês de fevereiro de 2026 se consolidou como o período com menos mortes por crimes violentos no Ceará, segundo a SSPDS. A redução geral dos CVLIs foi de 31,6% em comparação com fevereiro do ano anterior, quando foram contabilizadas 206 ocorrências. Em 2026, este número caiu para 141.
Essa diminuição abrange categorias cruciais de crimes, como homicídios, feminicídios, lesões corporais seguidas de morte e latrocínios, que são os chamados Crimes Violentos Letais Intencionais. A SSPDS atribui esses resultados a uma série de ações estratégicas.
As iniciativas incluem desde o policiamento ostensivo até investigações aprofundadas, que visam desarticular grupos criminosos e prevenir a ocorrência de novos delitos. O foco na redução da violência é uma prioridade para as forças de segurança do estado.
Queda Expressiva na Capital e Região Metropolitana
Os números na capital, Fortaleza, são ainda mais impressionantes. A cidade registrou uma redução de 72,3% nos assassinatos em fevereiro de 2026, comparado ao mesmo mês do ano passado. Foram apenas 18 registros de CVLIs, contra 65 no segundo mês de 2025, uma diferença de 47 casos.
A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) também apresentou uma diminuição significativa, com uma queda de 57,6% no número de assassinatos. Em fevereiro passado, a RMF contabilizou 25 casos, enquanto no mesmo período de 2025 foram 59 ocorrências.
Um destaque importante foi a ausência total de CVLIs nos municípios de Maracanaú e Maranguape em fevereiro de 2026. Ambos registraram zero casos, representando uma diminuição de 100%, visto que em fevereiro de 2025 cada um havia contabilizado 11 ocorrências. É relevante notar que Maranguape foi considerada a cidade mais violenta do Brasil em 2024, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança.
Estratégias Integradas: O Segredo por Trás dos Resultados
A Secretaria da Segurança Pública enfatiza que os resultados positivos são fruto de um trabalho integrado e dedicado dos profissionais das forças de segurança. A colaboração entre diferentes setores é fundamental para o sucesso das operações e para a contenção da criminalidade.
Uma das estratégias-chave é o Sistema de Metas Integradas de Segurança Pública (Misp). Este sistema estabelece metas para a redução da criminalidade com base em estudos científicos de indicadores e manchas criminais, fornecidos pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp).
Os esforços também se refletem no número de capturas. Em todo o ano de 2025, 35.458 suspeitos foram presos em flagrante ou por cumprimento de mandado. Dentre esses, 2.541 prisões e apreensões foram por envolvimento com grupos criminosos, um aumento de 96,1% em relação a 2024. As capturas por homicídio também cresceram 32,5%, totalizando 2.883 pessoas presas.
O Desafio das Facções e a Virada na Segurança
Apesar dos avanços recentes, o Ceará enfrentou grandes desafios em 2025, quando liderou o ranking nacional de assassinatos por 100 mil habitantes, conforme dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A média era de 32,6 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, mais que o dobro da taxa nacional.
Naquele ano, foram registrados 3.022 assassinatos no Ceará, com 96,9% correspondendo a homicídios dolosos. Pesquisadores ouvidos pelo g1 apontam que a alta taxa de mortes violentas era resultado da sobreposição de diferentes dinâmicas, com destaque para a guerra entre facções criminosas e o aumento de feminicídios.
A atual redução histórica de CVLIs em fevereiro de 2026 mostra uma virada promissora. As estratégias de segurança pública estão buscando reverter esse cenário desafiador, com foco na desarticulação de grupos criminosos e na proteção da população, evidenciando que o Ceará tem mês menos violento com ações contínuas de segurança.