Chefe de facção do ES é transferido para presídio federal em Rondônia | G1

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"title": "Chefe de Facção do ES, 'Frajola', é Transferido para Presídio Federal em Rondônia Após Comandar Crimes de Dentro da Prisão",
"subtitle": "A transferência de Cleuton Gomes Pereira, o 'Frajola', para uma unidade de segurança máxima em Rondônia visa desarticular o comando de ataques e o tráfico de drogas que ele mantinha mesmo recluso no Espírito Santo.",
"content_html": "<p>Um dos maiores líderes do crime organizado no Espírito Santo, <b>Cleuton Gomes Pereira, conhecido como 'Frajola'</b>, foi transferido para um presídio federal em Rondônia. A medida drástica foi tomada após investigações revelarem que, mesmo preso desde 2017 na Penitenciária de Segurança Máxima II de Viana, ele continuava a comandar uma série de atividades criminosas.</p><p>As ordens de 'Frajola' incluíam ataques a tiros na Grande Terra Vermelha, em Vila Velha, e a movimentação do tráfico de drogas, com a suposta ajuda de advogados e agentes públicos. A transferência busca interromper essa rede de influência e garantir maior isolamento do chefe da facção.</p><p>A autorização para a mudança do detento foi concedida pelo Juízo da 7ª Vara Criminal de Vila Velha, com o aval da Justiça Federal de Rondônia, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Frajola: O Chefe que Comandava de Dentro da Prisão</h3><p>Condenado a <b>54 anos e cinco meses de prisão</b>, 'Frajola' é apontado como o principal líder de uma facção criminosa que atua intensamente na Grande Vitória. As investigações indicam que ele mantinha o controle das operações de dentro da cadeia, utilizando recados e bilhetes, popularmente conhecidos como 'catuques', que eram repassados durante as visitas.</p><p>Apesar de estar em uma penitenciária de segurança máxima, 'Frajola' conseguiu manter sua influência, orquestrando ações como os violentos ataques a tiros na região da Grande Terra Vermelha, em Vila Velha. Essa área tem sido palco de intensa disputa por território entre facções criminosas nos últimos meses, resultando em um aumento preocupante da violência.</p><h3>Teia Criminosa: Advogados e Agentes Públicos Envolvidos</h3><p>A complexa rede de comunicação e comando de 'Frajola' veio à tona com a Operação Telic, que já está em sua terceira fase. No último mês, a operação resultou na prisão de <b>três advogados e três guardas municipais de Vila Velha</b>, todos suspeitos de atuar como mensageiros e facilitadores das ordens do chefe da facção.</p><p>Entre os presos estão o agente municipal <b>Iuri Silva</b>, que chegou a ser comandante da Guarda de Vila Velha em 2020, sua esposa, a advogada criminalista <b>Bárbara Bastos</b>, e o advogado de 'Frajola', <b>Arlis Schmidt</b>. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Arlis Schmidt teria assumido o papel de mensageiro após Bárbara Bastos ser alvo de busca e apreensão em agosto do ano passado.</p><p>A investigação revelou que os bilhetes e ordens eram repassados por familiares e advogados, direcionando ataques a tiros contra rivais e expandindo o poder da facção. Além disso, o MPES aponta que, como contrapartida pelo desvio de função pública, os agentes municipais estariam envolvidos no tráfico de entorpecentes, vendendo drogas apreendidas e desviando dinheiro e materiais sob sua responsabilidade.</p><h3>A Guerra do Tráfico na Grande Terra Vermelha</h3><p>As operações têm como objetivo desarticular a atuação do grupo criminoso na Grande Terra Vermelha, uma região com 21 bairros e cerca de <b>200 mil moradores</b>. Esta área tem sofrido com a escalada da violência, com ataques a tiros e mortes registradas em função da disputa territorial.</p><p>Entre fevereiro e março, pelo menos <b>dez assassinatos</b> foram registrados na região, evidenciando a gravidade do conflito. As investigações do MPES também revelaram que 'Frajola' tinha a intenção de criar um 'núcleo de inteligência do tráfico', um grupo restrito de sua confiança para selecionar e executar integrantes de facções rivais, como o Terceiro Comando Puro (TCP).</p><h3>Repercussão e Os Próximos Passos</h3><p>A defesa de 'Frajola', representada pelo advogado Ricardo Luiz de Oliveira Rocha Filho, informou que questionará a necessidade da transferência. "Agora terá uma fase de contraditório para que os advogados possam se manifestar, o que faremos esta semana, avaliando se houve algum erro processual e questionando a real necessidade de transferir Cleuton para o presídio em Porto Velho", declarou o advogado.</p><p>A Comissão de Prerrogativas da OAB-ES acompanhou o caso dos advogados presos na Operação Telic, visando assegurar o respeito às prerrogativas da advocacia e ao Estado Democrático de Direito, mas não divulgou detalhes devido ao sigilo do processo. A Prefeitura de Vila Velha, por sua vez, garantiu que a Corregedoria da Guarda Municipal está acompanhando o caso e colaborará com as investigações no que for necessário.</p>"
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