Corpo de homem sequestrado com a esposa é achado em carro com mãos amarradas em Várzea Grande, MT: mistério sobre dívida e destino da mulher

O corpo de Anderson Dores Diniz, de 30 anos, foi encontrado em um carro com mãos amarradas e ferimentos, horas após ser sequestrado com a esposa, que conseguiu ajuda e relatou o crime.

Um crime chocante abalou a cidade de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, Mato Grosso, nesta sexta-feira (26). Um homem foi encontrado sem vida, com sinais de violência, dentro de um carro abandonado. A descoberta revelou um sequestro que também envolveu sua esposa.

A vítima, identificada como Anderson Dores Diniz, de 30 anos, foi localizada com as mãos amarradas e ferimentos na região abdominal, dentro de seu próprio veículo. A Polícia Militar confirmou que ele e sua companheira foram sequestrados horas antes do trágico desfecho.

A mulher, abandonada em uma área de mata, conseguiu pedir socorro e relatou os momentos de terror vividos pelo casal, conforme informações divulgadas pelo g1.

Descoberta do corpo e sinais de violência

A Polícia Militar foi acionada por um morador que percebeu um carro parado na Avenida Dr. Meirelles, no Bairro Osmar Cabral, desde o dia anterior, com os faróis acesos. Ao se aproximar, ele fez a terrível descoberta: Anderson Dores Diniz estava no interior do veículo, já sem vida e com as mãos amarradas.

O local foi imediatamente isolado para a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os peritos confirmaram que o homem apresentava sinais de sangue na região abdominal, indicando a violência sofrida. O corpo foi recolhido para os procedimentos cabíveis.

O sequestro e o relato da esposa

Acompanhada de seu marido, Anderson Dores Diniz, a mulher, de 27 anos, contou à polícia os detalhes do sequestro. O casal, natural de Rondônia e residente em Cáceres, estava em Várzea Grande para adquirir materiais de limpeza para um lava-jato, quando o crime aconteceu.

Por volta das 15h, os dois foram surpreendidos por um grupo de motociclistas. Os criminosos os encapuzaram e os forçaram a entrar no próprio carro do casal. A mulher descreveu que o grupo rodou por diversas localidades da cidade durante o sequestro.

Em determinado momento, os sequestradores abandonaram a mulher em uma região de mata fechada, próxima a uma estrada de chão, sentido Ponte de Ferro. Antes de levá-lo para um destino desconhecido, os suspeitos disseram à companheira que Anderson Dores Diniz “tinha algo a acertar” com eles.

O abandono e a busca por ajuda

Após ser deixada no matagal, a mulher, em estado de choque e sem saber onde estava, caminhou por um tempo considerável. Ela conseguiu uma carona com um caminhoneiro, que a deixou nas proximidades do Posto Platinão. Ali, a vítima conseguiu pedir ajuda à polícia.

A mulher relatou que teve seu celular, carteira e outros pertences roubados pelos sequestradores. Segundo a polícia, ela estava bastante abalada e, devido ao trauma, não conseguiu fornecer muitos detalhes adicionais sobre os criminosos ou o ocorrido.

Investigação em andamento

O caso, que envolve o sequestro e a morte de Anderson Dores Diniz, foi encaminhado à Delegacia da Polícia Civil. As autoridades iniciaram uma investigação para esclarecer as circunstâncias do crime, identificar e prender os responsáveis por essa brutalidade em Várzea Grande.

A polícia busca entender a motivação por trás do sequestro e da execução, especialmente a menção de que a vítima “tinha algo a acertar”, o que pode indicar uma possível dívida ou acerto de contas. A companheira de Anderson é peça chave para as investigações, apesar do seu estado de choque inicial.

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