De Cracolândia ao Guinness: Diabão celebra quase 20 anos sem drogas, supera vícios e mira recordes de modificações corporais

O tatuador Michel Praddo, conhecido como Diabão, comemora sua jornada de renascimento, superação do vício e planos ambiciosos de transformações estéticas.

Michel Praddo, mundialmente conhecido como Diabão, alcançou um marco significativo em sua vida: está prestes a completar duas décadas de sobriedade, após um passado marcado pelo vício em drogas e pela vida em situação de rua, inclusive na emblemática Cracolândia, em São Paulo.

Sua história de superação é um testemunho de resiliência, transformando uma vida de dificuldades em uma jornada de recordes e autoconhecimento através das modificações corporais.

Na mesma semana em que celebrou seu “segundo aniversário”, marcando o início de sua internação em uma clínica de reabilitação, Diabão revelou novos e ousados planos, conforme informação divulgada pelo g1.

A Jornada de Superação e o Renascimento

Nascido em Santos, litoral paulista, Diabão deixou sua casa aos 17 anos e viveu em situação de rua por várias regiões do Brasil, incluindo a Cracolândia e a Praça da República, em São Paulo. Ele passou quase duas décadas consumindo crack, cocaína e álcool, um período que, segundo ele, trouxe muita tristeza e preocupação para sua família.

A virada em sua vida veio com a ajuda de dois empresários desconhecidos, que se sensibilizaram com sua história e financiaram sua internação em uma clínica de reabilitação em São Lourenço da Serra, São Paulo. Diabão permaneceu sete meses no local, um período decisivo para sua recuperação.

Mesmo após 19 anos limpo, ele admite que a vigilância é constante. “Mesmo depois de 19 anos limpo, eu me vigio, sonho que estou em uso e até tenho vontade às vezes”, contou Diabão ao g1, demonstrando a persistência da luta contra o vício.

A data de seu “segundo aniversário” serve como um lembrete constante de sua transformação. “O meu segundo aniversário me faz lembrar de onde Deus me tirou e o que vivo hoje, sinto muita gratidão a Deus”, completou ele, evidenciando a gratidão por sua nova vida.

Um Novo Capítulo: Modificações e Recordes

Após deixar a clínica, Diabão conheceu Carol Praddo, hoje conhecida como Mulher Demônia, com quem é casado há mais de dez anos e compartilha a paixão pelas modificações corporais. Ele enfatiza que sua transformação não foi apenas externa, mas principalmente interna.

“Hoje, me chamo Diabão. Não mudei somente o nome e também não mudei só o meu exterior, mudei o interno”, afirmou. Sua nova identidade reflete a pessoa que ele se tornou, longe das drogas e focado em sua arte.

Com um registro no Guinness World Records, Diabão já possui mais de 80% do corpo tatuado e mais de 100 procedimentos de modificações. Na mesma semana de sua celebração, ele revelou uma nova meta ambiciosa: realizar uma modificação corporal a cada sete dias.

Recentemente, ele implantou duas peças de silicone cirúrgico na região da cabeça, marcando o início desse novo ciclo de transformações. Essa busca contínua por mudanças estéticas é parte de sua expressão artística e pessoal.

Diabão e Mulher Demônia: O Casal das Transformações

Diabão é um pioneiro nas modificações corporais no Brasil, e sua esposa, Carol Praddo, a Mulher Demônia, seguiu seus passos, tornando-se também uma figura conhecida no meio. Juntos, eles formam um dos casais mais modificados do mundo, com uma vasta gama de procedimentos.

Entre as principais alterações corporais de Diabão, destacam-se: implantes de silicone, escarnificações (cortes superficiais na pele), implantes transdermais, remoção do nariz, remoção da orelha, remoção do mamilo, remoção de quatro dedos (dois anelares e dois dedinhos), junção do dedo médio com o indicador, remoção do umbigo, uma eyeball tattoo (tatuagem no olho), língua bifurcada, língua tatuada, bifurcação das laterais da boca, um implante dentário cromo, uma lipoaspiração e uma abdominoplastia.

A história de Diabão é um exemplo notável de como a superação do vício em drogas e a busca por uma nova identidade podem levar a caminhos extraordinários, celebrando a vida e a arte em suas formas mais extremas.

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