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"title": "Navio Histórico Professor W. Besnard Afunda em Santos Após Furto de Cabos no Parque Valongo, Entenda o Drama da ONG Imar e a Investigação da Marinha",
"subtitle": "A embarcação, que seria um museu flutuante, sucumbiu devido à falta de energia para as bombas, um problema que a ONG Imar já havia alertado a Prefeitura de Santos.",
"content_html": "<h2>Navio Histórico Professor W. Besnard Afunda em Santos Após Furto de Cabos no Parque Valongo, Entenda o Drama da ONG Imar e a Investigação da Marinha</h2><p>Um episódio lamentável marcou o litoral paulista com o afundamento do <b>navio histórico Professor W. Besnard</b> no <b>Parque Valongo</b>, em Santos. A embarcação, que tinha planos de se tornar um museu flutuante, tombou no mar após o furto de cabos de energia, que impediu o funcionamento das bombas de sucção de água.</p><p>O incidente deixou a ONG Instituto do Mar (Imar), responsável pelo navio, em uma situação delicada. Segundo o presidente da entidade, Fernando Liberalli, a Prefeitura de Santos foi alertada sobre o furto, mas nenhuma medida foi tomada para restabelecer a energia.</p><p>A falta de eletricidade foi crucial, pois as bombas eram essenciais para retirar a água da chuva que se acumulava no interior do navio. O caso está sob investigação da Marinha do Brasil, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>O Incidente: Furto e Afundamento</h3><p>O <b>afundamento do navio Professor W. Besnard</b> foi uma consequência direta do furto de cabos de cobre, que ocorreu antes do Carnaval. A interrupção no fornecimento de energia elétrica, que era fornecido pela prefeitura, impossibilitou o uso das bombas de sucção.</p><p>Fernando Liberalli, presidente do Imar, explicou a sequência dos fatos. Sem as bombas, o navio começou a acumular água. "O navio vai baixando, porque vai enchendo de água. Ele encheu até as escotilhas embaixo, que estão abertas, e a água do canal entrou no navio. Ele virou de uma vez", relatou Liberalli ao g1.</p><p>Este não foi o primeiro incidente de furto envolvendo a embarcação. Liberalli mencionou que o navio já havia sido alvo de outros roubos de peças e equipamentos, principalmente durante a madrugada, mesmo com a presença de voluntários no local.</p><h3>Histórico do Professor W. Besnard</h3><p>O <b>Professor W. Besnard</b> é uma embarcação com uma rica história. Projetado no Brasil e construído na Noruega em 1966, chegou ao país em agosto de 1967. Seu nome homenageia Wladimir Besnard, instalador e primeiro diretor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP).</p><p>Ao longo de sua trajetória, o navio participou da primeira viagem brasileira à Antártica em 1982 e realizou centenas de viagens científicas, incluindo seis expedições ao continente gelado. Navegou por mais de 3 mil dias sem interrupções nos primeiros 23 anos.</p><p>Desde 2008, o navio estava atracado no <b>Porto de Santos</b>. Após ser cedido pela USP a Ilhabela, com planos de se tornar um recife artificial, a Justiça determinou seu desmonte em 2023. No entanto, uma audiência conciliatória suspendeu essa obrigação, e a prefeitura doou o navio ao Imar, que o manteve no <b>Parque Valongo</b> desde 2024.</p><h3>O Desafio da Recuperação e a Busca por Apoio</h3><p>A recuperação do <b>navio histórico</b> representa um desafio significativo para a ONG Imar. Fernando Liberalli destacou que a operação exige mergulhadores e um balão de elevação, o que acarreta um alto custo para a entidade, que depende de trabalho voluntário e enfrenta dificuldades por falta de investidores.</p><p>Apesar do cenário desanimador, Liberalli afirmou que a recuperação será feita. "Está tudo sob controle. Agora, sob controle com um prejuízo desgraçado", disse ele, expressando a frustração com a situação. O Imar segue em busca de patrocinadores para viabilizar a reforma.</p><p>O presidente da ONG manifestou a dificuldade de manter o projeto. "Ou eu, com o coração partido, vou ter que sucatear, porque não tem jeito. Está muito difícil. São muitos anos de promessa [de investimentos]", lamentou, evidenciando a urgência de apoio financeiro.</p><h3>Resposta das Autoridades</h3><p>A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou, em nota, que o <b>navio Professor W. Besnard</b> é de propriedade do Instituto do Mar e ocupa um espaço cedido enquanto aguarda restauração. A APS tomou providências imediatas, isolando a área em terra e instalando barreiras de contenção no mar para prevenir vazamentos de óleo no estuário.</p><p>A Diretoria de Operações da APS assegurou que não há risco para a navegação no <b>Porto de Santos</b>, uma vez que o navio adernou junto ao cais onde já estava acostado. A Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP) foi notificada sobre o incidente.</p><p>A Marinha do Brasil (MB), por meio da CPSP, enviou dois peritos militares ao local, por água e por terra. A MB confirmou que o navio estava assentado ao leito e amarrado ao cais, sem oferecer risco iminente à navegação. Um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) foi instaurado para apurar as causas e possíveis responsáveis, sem observação de vítimas ou poluição hídrica.</p>"
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