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{
"title": "Delatora revela que Uldurico Jr. pedia para remover algemas de traficantes em reuniões secretas no presídio e cita 'bronca' de Geddel Vieira Lima",
"subtitle": "Ex-diretora de presídio na Bahia detalha encontros do político com líderes de facções para negociar fugas e obter dinheiro, em um esquema que envolvia milhões de reais.",
"content_html": "<h2>Ex-diretora de presídio na Bahia detalha encontros do político com líderes de facções para negociar fugas e obter dinheiro, em um esquema que envolvia milhões de reais.</h2><p>A colaboração premiada da <b>ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres</b>, trouxe à tona detalhes chocantes sobre o envolvimento do <b>ex-deputado federal Uldurico Júnior</b> com líderes de facções criminosas. As revelações, obtidas com exclusividade pela TV Bahia, pintam um cenário de negociações escusas dentro das muralhas do presídio.</p><p>Segundo a delatora, Uldurico Júnior não apenas se reunia secretamente com traficantes de alta periculosidade, mas também fazia <b>pedidos inusitados</b>, como a remoção das algemas dos detentos durante esses encontros. A trama se adensa com a menção ao nome do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que, de acordo com Uldurico, o cobraria por falhas no plano.</p><p>Este intricado esquema, que culminou na <b>fuga em massa</b> de 16 detentos, incluindo o perigoso traficante 'Dada', revela a profundidade da corrupção e a ousadia dos envolvidos, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Os Encontros Secretos no Presídio</h3><p>Joneuma Silva Neres, que foi indicada por Uldurico Júnior para comandar o presídio de Eunápolis, assumiu o cargo em 25 de março de 2024. Já no dia seguinte, ela relatou ter recebido a visita do ex-deputado, acompanhado de outras pessoas, que solicitou uma reunião com os <b>chefes de todas as facções</b> custodiadas no local.</p><p>A ex-diretora afirmou não ter acompanhado a reunião, que ocorreu a portas fechadas, mas destacou que Uldurico pediu para que ela <b>retirasse as algemas dos criminosos</b>. Uma semana depois, em 1º de abril, ele retornou para um novo encontro com os mesmos detentos, e uma terceira reunião teria ocorrido em maio ou junho.</p><p>Posteriormente, Joneuma disse que <b>Matheus da Paixão Brandão</b>, ex-secretário parlamentar de Uldurico quando ele era deputado federal, também visitou o presídio outras três vezes para se reunir com os líderes do tráfico.</p><h3>A Negociação da Fuga e o Dinheiro Envolvido</h3><p>Um dos criminosos com quem Uldurico se reunia era <b>Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada</b>, líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). A delatora afirmou que toda a fuga foi planejada com foco na saída de Dada.</p><p>Joneuma relatou que, após perder a eleição para prefeito de Teixeira de Freitas, em 14 de outubro de 2024, Uldurico pressionou-a para ter mais contato com Dada, buscando **recursos financeiros** com urgência para prestar contas e quitar dívidas de campanha.</p><p>Nesse contexto, o político teria negociado a fuga de Dada, combinando o pagamento de <b>R$ 2 milhões</b>. Um adiantamento de <b>R$ 200 mil</b> foi acordado, sendo <b>R$ 150 mil repassados em espécie</b>, em uma caixa de sapato, diretamente ao <b>pai do ex-deputado, Uldurico Alves Pinto</b>. O restante foi pago via PIX.</p><h3>A Citação de Geddel Vieira Lima e as Defesas</h3><p>A delatora mencionou que, segundo Uldurico, metade do dinheiro da fuga seria destinada a um “chefe”, em referência ao <b>ex-ministro Geddel Vieira Lima</b>. Joneuma contou que Uldurico costumava encaminhar mensagens que supostamente seriam de Geddel, <b>cobrando os valores</b> e reclamando da forma como a fuga aconteceu.</p><p>Procurado pelo g1, Geddel Vieira Lima <b>negou qualquer envolvimento</b> com o caso, afirmando que Uldurico estava "vendendo" seu nome para acalmar a ex-diretora. Ele descreveu Uldurico como "<b>irresponsável, inconsequente e leviano</b>", sentindo-se "apunhalado" pela citação.</p><p>A defesa de Uldurico Júnior, por sua vez, declarou que todas as alegações da delação são falsas, com o intuito de Joneuma se livrar da responsabilidade. A defesa de Uldurico Alves Pinto aguarda acesso aos autos para se manifestar, enquanto a Defensoria Pública, que representa Joneuma, confirmou a homologação do acordo de colaboração.</p><h3>O Desdobramento da Fuga e a Caçada a 'Dada'</h3><p>O plano inicial previa a fuga apenas de Dada e Sirlon Risério Dias Silva, o Saguin, sub-chefe do bando. No entanto, o plano foi alterado, resultando na <b>fuga de 16 detentos</b>. A data da fuga também foi antecipada de 31 de dezembro para um período anterior, devido a informações de que haveria fiscalização e transferência de Dada.</p><p>Mais de um ano após a fuga, apenas um fugitivo foi recapturado e dois morreram em confronto com a polícia, com outros 13 <b>fugitivos do presídio de Eunápolis</b> ainda foragidos.</p><p>Em uma recente <b>Operação no Vidigal</b>, no Rio de Janeiro, a Polícia Civil tentou recapturar Dada, que se refugiou na comunidade com apoio do <b>Comando Vermelho</b>. O criminoso, no entanto, escapou por uma passagem secreta, mas a operação resultou na prisão de três pessoas, incluindo Núbia Santos de Oliveira, esposa do traficante Wallas Souza Soares, e Patrick Cesar Tobias Xavier, conhecido como “Bart”, considerado de alta periculosidade.</p>"
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"content_html": "<h2>Ex-diretora de presídio na Bahia detalha encontros do político com líderes de facções para negociar fugas e obter dinheiro, em um esquema que envolvia milhões de reais.</h2><p>A colaboração premiada da <b>ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres</b>, trouxe à tona detalhes chocantes sobre o envolvimento do <b>ex-deputado federal Uldurico Júnior</b> com líderes de facções criminosas. As revelações, obtidas com exclusividade pela TV Bahia, pintam um cenário de negociações escusas dentro das muralhas do presídio.</p><p>Segundo a delatora, Uldurico Júnior não apenas se reunia secretamente com traficantes de alta periculosidade, mas também fazia <b>pedidos inusitados</b>, como a remoção das algemas dos detentos durante esses encontros. A trama se adensa com a menção ao nome do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que, de acordo com Uldurico, o cobraria por falhas no plano.</p><p>Este intricado esquema, que culminou na <b>fuga em massa</b> de 16 detentos, incluindo o perigoso traficante 'Dada', revela a profundidade da corrupção e a ousadia dos envolvidos, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>Os Encontros Secretos no Presídio</h3><p>Joneuma Silva Neres, que foi indicada por Uldurico Júnior para comandar o presídio de Eunápolis, assumiu o cargo em 25 de março de 2024. Já no dia seguinte, ela relatou ter recebido a visita do ex-deputado, acompanhado de outras pessoas, que solicitou uma reunião com os <b>chefes de todas as facções</b> custodiadas no local.</p><p>A ex-diretora afirmou não ter acompanhado a reunião, que ocorreu a portas fechadas, mas destacou que Uldurico pediu para que ela <b>retirasse as algemas dos criminosos</b>. Uma semana depois, em 1º de abril, ele retornou para um novo encontro com os mesmos detentos, e uma terceira reunião teria ocorrido em maio ou junho.</p><p>Posteriormente, Joneuma disse que <b>Matheus da Paixão Brandão</b>, ex-secretário parlamentar de Uldurico quando ele era deputado federal, também visitou o presídio outras três vezes para se reunir com os líderes do tráfico.</p><h3>A Negociação da Fuga e o Dinheiro Envolvido</h3><p>Um dos criminosos com quem Uldurico se reunia era <b>Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada</b>, líder da facção Primeiro Comando de Eunápolis (PCE). A delatora afirmou que toda a fuga foi planejada com foco na saída de Dada.</p><p>Joneuma relatou que, após perder a eleição para prefeito de Teixeira de Freitas, em 14 de outubro de 2024, Uldurico pressionou-a para ter mais contato com Dada, buscando <b>recursos financeiros</b> com urgência para prestar contas e quitar dívidas de campanha.</p><p>Nesse contexto, o político teria negociado a fuga de Dada, combinando o pagamento de <b>R$ 2 milhões</b>. Um adiantamento de <b>R$ 200 mil</b> foi acordado, sendo <b>R$ 150 mil repassados em espécie</b>, em uma caixa de sapato, diretamente ao <b>pai do ex-deputado, Uldurico Alves Pinto</b>. O restante foi pago via PIX.</p><h3>A Citação de Geddel Vieira Lima e as Defesas</h3><p>A delatora mencionou que, segundo Uldurico, metade do dinheiro da fuga seria destinada a um “chefe”, em referência ao <b>ex-ministro Geddel Vieira Lima</b>. Joneuma contou que Uldurico costumava encaminhar mensagens que supostamente seriam de Geddel, <b>cobrando os valores</b> e reclamando da forma como a fuga aconteceu.</p><p>Procurado pelo g1, Geddel Vieira Lima <b>negou qualquer envolvimento</b> com o caso, afirmando que Uldurico estava "vendendo" seu nome para acalmar a ex-diretora. Ele descreveu Uldurico como "<b>irresponsável, inconsequente e leviano</b>", sentindo-se "apunhalado" pela citação.</p><p>A defesa de Uldurico Júnior, por sua vez, declarou que todas as alegações da delação são falsas, com o intuito de Joneuma se livrar da responsabilidade. A defesa de Uldurico Alves Pinto aguarda acesso aos autos para se manifestar, enquanto a Defensoria Pública, que representa Joneuma, confirmou a homologação do acordo de colaboração.</p><h3>O Desdobramento da Fuga e a Caçada a 'Dada'</h3><p>O plano inicial previa a fuga apenas de Dada e Sirlon Risério Dias Silva, o Saguin, sub-chefe do bando. No entanto, o plano foi alterado, resultando na <b>fuga de 16 detentos</b>. A data da fuga também foi antecipada de 31 de dezembro para um período anterior, devido a informações de que haveria fiscalização e transferência de Dada.</p><p>Mais de um ano após a fuga, apenas um fugitivo foi recapturado e dois morreram em confronto com a polícia, com outros 13 <b>fugitivos do presídio de Eunápolis</b> ainda foragidos.</p><p>Em uma recente <b>Operação no Vidigal</b>, no Rio de Janeiro, a Polícia Civil tentou recapturar Dada, que se refugiou na comunidade com apoio do <b>Comando Vermelho</b>. O criminoso, no entanto, escapou por uma passagem secreta, mas a operação resultou na prisão de três pessoas, incluindo Núbia Santos de Oliveira, esposa do traficante Wallas Souza Soares, e Patrick Cesar Tobias Xavier, conhecido como “Bart”, considerado de alta periculosidade.</p>"
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