Dupla Prisão Choca Praia Grande: Motorista detido por agressão horas antes de atropelar família, revelando grave caso de violência doméstica e embriaguez ao volante

A cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi palco de uma sequência de eventos chocantes que culminaram na prisão de um motorista por tentativa de homicídio, após ele ter sido detido e liberado horas antes por violência doméstica. Bruno de Souza Damo, o protagonista dessa história, foi preso novamente no mesmo dia em que agrediu sua namorada, mas dessa vez por um crime ainda mais grave, que colocou a vida de uma família em risco.

A rapidez com que os fatos se sucederam e a gravidade das acusações contra Damo geraram grande repercussão, levantando discussões sobre a eficácia do sistema judicial e a importância de políticas de combate à violência contra a mulher. A namorada de Bruno, que é a proprietária do veículo envolvido no atropelamento, estava no carro no momento do acidente, conforme informações divulgadas pelo g1.

Este caso emblemático, que envolve violência doméstica, embriaguez ao volante e tentativa de homicídio, destaca a urgência de atenção a comportamentos de risco e suas consequências devastadoras, conforme apurado pelo g1.

A Primeira Prisão: Violência Doméstica e Liberação

A primeira detenção de Bruno de Souza Damo ocorreu após testemunhas acionarem a Polícia Militar (PM), relatando que um homem estava hostilizando uma mulher. Ao chegarem ao local, os agentes flagraram Bruno proferindo xingamentos e empurrando a namorada de forma violenta, fazendo com que ela caísse no chão.

O boletim de ocorrência (BO) detalha que Bruno tentou agredir a mulher com um soco, sendo prontamente contido pelos policiais. Foi necessário o uso de força moderada, pois o homem se exaltou e resistiu à prisão, conforme consta no registro. A vítima relatou aos policiais que o casal teve um desentendimento na praia, motivado por ciúmes de Bruno.

Apesar da agressão evidente, Bruno de Souza Damo foi liberado da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de São Vicente. A decisão de sua soltura se deu após a namorada agredida optar por não representar criminalmente contra ele, um fato que, poucas horas depois, se mostraria precursor de um novo e mais grave incidente.

O Atropelamento Brutal em Praia Grande

No mesmo dia de sua liberação, Bruno de Souza Damo foi novamente protagonista de um incidente criminoso. Desta vez, ele dirigia embriagado quando invadiu uma calçada e atropelou uma família inteira em Praia Grande, São Paulo. Um vídeo do momento registra a cena em que as vítimas, que caminhavam tranquilamente, são surpreendidas pelo carro em alta velocidade.

O veículo atingiu a família com força, fazendo com que as pessoas fossem arremessadas para dentro de uma residência, após o carro se chocar contra o portão. Quando a PM chegou ao local do atropelamento, as vítimas já estavam sendo socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhadas ao Pronto-Socorro Central, sem detalhes sobre o estado de saúde delas.

O cenário no local era de caos, com Bruno de Souza Damo sendo agredido por testemunhas que presenciaram o atropelamento. Os policiais intervieram para conter os agressores e, ao se aproximarem de Bruno, notaram sinais claros de embriaguez, como olhos vermelhos, fala desconexa e forte odor de álcool.

A Segunda Detenção: Embriaguez e Tentativa de Homicídio

Diante dos fatos, o delegado efetuou a prisão em flagrante de Bruno de Souza Damo. As acusações foram de embriaguez ao volante e tentativa de homicídio. A polícia fundamentou a acusação de tentativa de homicídio na conduta de Bruno, que teria lançado o carro na direção da família, utilizando o veículo como arma.

Em seu depoimento, Bruno confessou ter feito uso de bebida alcoólica, mas negou-se a realizar o teste do bafômetro. Ele alegou ter perdido o controle da direção no momento do atropelamento e afirmou ter tentado prestar socorro às vítimas, mas foi impedido pelas agressões dos moradores revoltados.

A namorada de Bruno, que é a proprietária do carro, também prestou depoimento. Ela informou à polícia que o veículo apresentava problemas na troca de marcha. A mulher confirmou que o casal havia bebido cerveja e que o acidente ocorreu na volta da casa de sua irmã, sem saber explicar o que fez o carro não conseguir efetuar uma curva. Ela ainda relatou ter tentado impedir as agressões contra Bruno, mas só conseguiu com a chegada da PM.

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