Ex-vereador é apontado como articulador de esquema do PCC para infiltração em prefeituras e no governo de SP | G1

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"title": "Ex-Vereador de Santo André Preso: PCC Tenta Infiltrar Prefeituras e Governo de SP com Fintech, Revela Operação da Polícia Civil",
"subtitle": "Investigação detalha como Thiago Rocha de Paula, ex-político do PSD, agia como articulador para a facção criminosa em diversas cidades e no âmbito estadual.",
"content_html": "<h2>Ex-Vereador de Santo André Preso: PCC Tenta Infiltrar Prefeituras e Governo de SP com Fintech, Revela Operação da Polícia Civil</h2><p>O cenário político de São Paulo foi abalado nesta semana com a prisão de um ex-vereador, apontado como peça-chave de um esquema audacioso. A Polícia Civil revelou detalhes de como o Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria buscando <b>infiltrar prefeituras</b> da Grande São Paulo, do litoral e até mesmo o governo estadual.</p><p>O político, <b>Thiago Rocha de Paula</b> (PSD), que já atuou como vereador em Santo André, é investigado como o principal articulador desse plano. Ele e outros cinco indivíduos foram detidos temporariamente na segunda-feira, 27 de maio, durante a Operação Contaminatio.</p><p>A ação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes cumpriu mandados de busca e apreensão em diversas cidades, além de determinar o bloqueio de bens e ativos que somam mais de R$ 513 milhões, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>O Papel Central do Ex-Vereador na Articulação Criminosa</h3><p>Segundo a decisão judicial que autorizou as prisões, <b>Thiago Rocha de Paula</b> era considerado um elemento estratégico no esquema. Sua função era estabelecer a conexão entre o grupo criminoso e as administrações públicas, facilitando a <b>infiltração do PCC</b>.</p><p>A investigação aponta que o ex-vereador não estava diretamente envolvido com o tráfico de drogas ou a movimentação financeira principal da facção. Sua atuação focava em abrir portas em prefeituras, criar contatos políticos e viabilizar os interesses do grupo dentro do poder público.</p><p>Eleito suplente em 2020, Thiago Rocha ocupou o cargo de vereador por um mês em maio de 2022 em Santo André. Durante este período, ele teria dedicado grande parte do seu tempo a manter "contatos espúrios" com interlocutores políticos de diferentes cidades, sempre em prol dos interesses de uma <b>fintech</b>.</p><h3>A Estratégia da Fintech para Lavagem de Dinheiro</h3><p>A <b>fintech</b> em questão, chamada 4T Bank, teria sido criada por integrantes do PCC. O objetivo central do esquema era inserir essa empresa nas administrações municipais para realizar <b>lavagem de dinheiro</b>.</p><p>Isso seria feito por meio da gestão de receitas municipais, como taxas e impostos, incluindo a emissão de boletos e o relacionamento bancário com os contribuintes. A <b>fintech</b> se tornaria um braço financeiro legalizado para os recursos ilícitos da organização.</p><p>De acordo com a polícia, o PCC apoiava e, em alguns casos, financiava campanhas de candidatos. Esses políticos, uma vez eleitos, poderiam atuar em favor dos interesses da organização dentro da administração pública, facilitando a entrada da <b>fintech</b> e outros negócios.</p><h3>Infiltração em Prefeituras e Governo Estadual: O Alcance da Facção</h3><p>As investigações indicam que a atuação de Thiago Rocha não se restringia a Santo André. Ele buscava expandir a influência do grupo em diversos municípios e até mesmo no <b>governo estadual de São Paulo</b>.</p><p>Em Santo André, onde tinha ligação política, ele mantinha proximidade com secretarias municipais. Há registros de reuniões e discussões sobre medidas que poderiam permitir a atuação da <b>fintech</b> em serviços como emissão de boletos.</p><p>Em Santos, ele articulava com um advogado e candidato a vereador, afirmando em mensagens que a cidade estava "no mapa eleitoral" do grupo. Em Campinas, teria atuado junto a um assessor ligado ao gabinete do prefeito, apresentando projetos da <b>fintech</b> e buscando aproximação com partidos políticos.</p><p>Ribeirão Preto também estava na mira, com contatos com um vereador local para apresentar o modelo de negócios da <b>fintech</b>. A ambição de <b>Thiago Rocha de Paula</b> se estendia ao <b>governo estadual</b>, onde mantinha contato com um servidor da Secretaria de Agricultura do Estado, descrito como "nosso contato no governo".</p><h3>A Operação Contaminatio e Seus Desdobramentos</h3><p>A Operação Contaminatio é um desdobramento da 'Operação Decurio', realizada em agosto de 2024, que bloqueou R$ 8 bilhões de contas de pessoas e empresas suspeitas de ligação com o PCC. A fase inicial revelou a exploração do tráfico de drogas e um esquema estruturado de <b>lavagem de dinheiro</b>.</p><p>A análise de dados de dispositivos eletrônicos apreendidos na primeira fase e informações de inteligência financeira comprovaram a articulação para criar um "núcleo político" em benefício do PCC. O objetivo é explorar recursos públicos e praticar crimes contra a administração.</p><p>A investigação também revelou que um dos alvos, apontado como integrante do PCC, obteve autorização para pousar um helicóptero no heliponto do Palácio dos Bandeirantes, sede do <b>governo de São Paulo</b>, em 2021. Este fato, obtido de celulares apreendidos, demonstra a profundidade da <b>infiltração</b> que a facção criminosa buscava alcançar.</p>
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