A Polícia Federal cumpriu, neste sábado (13), um mandado de prisão em Manaus (AM) contra Celso Rodrigo de Mello, filho do conhecido empresário garimpeiro Rodrigo Cataratas. A detenção ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de uma investigação que apura a suposta *fuga do deputado federal Alexandre Ramagem*.
Este desdobramento marca um ponto crucial na busca por Ramagem, que permanece foragido após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) deixou o Brasil por Boa Vista (RR), seguindo em direção à fronteira com a Venezuela ou a Guiana.
O caso, que tramita em sigilo, levanta novas questões sobre o paradeiro e a possível rede de apoio do deputado. A defesa de Celso Rodrigo de Mello já se manifestou, afirmando a inocência do empresário e informando que a decisão judicial está sendo recorrida, conforme divulgado pelo G1.
A Prisão e a Conexão com a Fuga de Ramagem
A prisão de Celso Rodrigo de Mello em Manaus foi um movimento estratégico da Polícia Federal, visando desvendar os detalhes da *fuga de Ramagem*. O mandado, emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, sugere uma ligação direta entre o empresário e a rede que pode ter auxiliado o deputado a evadir-se do país.
A investigação, mantida sob sigilo, busca esclarecer como Ramagem conseguiu driblar as determinações judiciais que o impediam de deixar o Brasil e exigiam a entrega de seu passaporte. A participação de Celso de Mello, filho de um influente empresário do setor garimpeiro, adiciona uma camada de complexidade ao caso, apontando para possíveis conexões e recursos utilizados na operação de fuga.
A detenção de Celso de Mello representa um avanço significativo para as autoridades que buscam desmantelar qualquer estrutura de apoio ao deputado foragido. O foco da *investigação sobre a fuga de Ramagem* agora se volta para os detalhes que podem ser extraídos dessa nova prisão.
Quem é Alexandre Ramagem e Sua Situação Legal
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, foi condenado pelo STF a uma pena de 16 anos de prisão por seu envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado. A Corte determinou que ele integrou uma organização criminosa e utilizou a estrutura da Abin para vigiar adversários políticos e auxiliar ataques ao sistema eleitoral brasileiro.
A situação de Ramagem se agravou com sua decisão de não cumprir as ordens judiciais, que incluíam a proibição de deixar o país e a entrega de seu passaporte. Desde sua partida de Boa Vista (RR), ele se tornou um *foragido da Justiça*, com seu paradeiro desconhecido.
Em resposta à sua condição de foragido, a Câmara dos Deputados bloqueou o salário e a cota parlamentar de Alexandre Ramagem no início de dezembro, por decisão do STF. Essa medida se alinha a outras ações contra parlamentares que também deixaram o país em circunstâncias semelhantes, como Carla Zambelli (PL-SP) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A Defesa de Celso Rodrigo de Mello
A assessoria de Rodrigo Cataratas, pai de Celso Rodrigo de Mello, emitiu uma nota esclarecendo a prisão e defendendo seu filho. Segundo a nota, o caso tramita em sigilo e não há sentença definitiva contra Celso Rodrigo de Mello, ressaltando que a defesa afirma sua inocência.
A decisão judicial que levou à prisão está sendo recorrida, e a assessoria de Rodrigo Cataratas reforça a importância do respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência. Eles enfatizam que qualquer conclusão antecipada não condiz com os fatos.
Ainda conforme a assessoria, não haverá novos pronunciamentos sobre o caso no momento, e eventuais atualizações serão divulgadas exclusivamente pelos canais oficiais. A família aguarda o desenrolar do processo, mantendo a confiança na justiça e na inocência de Celso Rodrigo de Mello, enquanto a *investigação sobre a fuga de Ramagem* segue em andamento.