Greve de Técnicos Administrativos Atinge Universidades Federais do Pará: UFPA Paralisa e Sindtifes Detalha Reivindicações Cruciais

A paralisação dos técnicos administrativos nas universidades federais do Pará impacta o cotidiano acadêmico, com o Sindtifes destacando a luta por melhores condições de carreira e a garantia de serviços essenciais.

Técnicos administrativos de diversas universidades federais no estado do Pará iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta semana, impactando diretamente o funcionamento de importantes instituições de ensino superior na região. A mobilização, organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (Sindtifes), busca pressionar o governo por melhorias na carreira e o cumprimento de acordos.

A paralisação afeta milhares de profissionais essenciais para o dia a dia universitário, desde a gestão de infraestruturas até o suporte acadêmico e administrativo. A Universidade Federal do Pará (UFPA), por exemplo, conta com cerca de 2.500 desses servidores distribuídos em seus campi pelo estado, conforme informação divulgada pelo g1.

Impacto da Paralisação nas Instituições Federais

Os técnicos administrativos desempenham um papel fundamental no funcionamento das universidades, sendo responsáveis por uma vasta gama de atividades. Isso inclui a abertura de salas de aula, a gestão de restaurantes universitários, a garantia de contratos e licitações, e a operação de laboratórios, conforme detalhado na reportagem. A ausência desses profissionais pode gerar transtornos significativos.

Alunos do campus de Belém da UFPA já relataram o não funcionamento do restaurante universitário do setor profissional, um dos primeiros sinais do impacto da greve. A Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), por sua vez, optou por não aderir à paralisação neste primeiro momento, priorizando eleições internas, mas mantém o debate sobre o tema em aberto.

As Principais Reivindicações da Categoria

As demandas dos trabalhadores, articuladas pelo Sindtifes, concentram-se em pontos considerados cruciais para a categoria. Entre as principais reivindicações está a implementação de um Regime de Subsídio por Carreira (RSC) que seja inclusivo para todos os membros. Esta é uma pauta central que busca valorizar e reestruturar a remuneração dos servidores.

Além disso, há uma forte atenção à pauta dos aposentados, buscando garantir direitos e condições dignas para aqueles que já dedicaram anos de serviço às instituições. O sindicato também reivindica o respeito geral aos compromissos previamente estabelecidos entre a categoria e o governo federal, cobrando a concretização de acordos anteriores.

Manutenção de Serviços Essenciais Durante a Greve

Apesar da greve, o Sindtifes garantiu que há uma orientação clara para a manutenção de serviços essenciais. Essa medida visa minimizar os transtornos para a comunidade acadêmica e garantir que atividades críticas continuem funcionando. A lista exata de serviços ainda está sendo construída e deliberada em assembleias, mas algumas prioridades já foram definidas.

Entre os serviços considerados essenciais estão o funcionamento do restaurante universitário para estudantes em vulnerabilidade social, o pagamento de bolsas, além da manutenção de infraestruturas vitais como energia elétrica e abastecimento de água. A segurança dos campi e os atendimentos prestados nos hospitais universitários também são prioridades que não serão interrompidas pela paralisação dos técnicos administrativos.

Agenda de Atividades e Mobilização dos Grevistas

Para esta primeira semana de paralisação, o comando de greve da UFPA organizou uma série de atividades para mobilizar e dialogar com a comunidade. Nesta terça-feira (24), houve uma passagem pelos setores da universidade, buscando conscientizar os colegas e demais membros da instituição sobre os motivos da greve e seus objetivos.

Na quarta-feira (25), está programada uma panfletagem, uma ação direta para conversar com a comunidade acadêmica e explicar as reivindicações dos técnicos administrativos. Já na quinta-feira (26), os trabalhadores participarão de um debate aprofundado sobre a conjuntura política e a importância do Regime de Subsídio por Carreira (RSC), crucial para a valorização da categoria.

O Sindtifes informou que assembleias gerais estão agendadas para todas as terças-feiras, às 10h, no hall da reitoria da UFPA em Belém. Reuniões do Comando Local de Greve acontecerão todas as sextas-feiras, no mesmo horário e local, para coordenar as ações e fortalecer o movimento dos servidores das universidades federais do Pará.

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