Guarda Municipal Tenta Prender Presidente da Câmara em Meio a Caótica Sessão de Cassação de Prefeito em Campo Limpo Paulista

Uma sessão de votação para a cassação do prefeito de Campo Limpo Paulista, Adeildo Nogueira (PL), transformou-se em um cenário de **tensão e confronto** sem precedentes. O embate culminou com agentes da Guarda Municipal tentando prender o presidente da Câmara, Antonio Fiaz Carvalho, conhecido como Tonico (União Brasil), dentro do próprio gabinete.

O episódio de tumulto, que paralisou os trabalhos por horas, teve início após o presidente Tonico ordenar a retirada de um vereador impedido judicialmente de participar do processo. A situação escalou rapidamente, exigindo a intervenção da Polícia Militar para controlar o conflito entre guardas e funcionários da Casa.

As informações, conforme apurado pelo g1, revelam detalhes de um evento que compromete o funcionamento das instituições e levanta sérias questões sobre o exercício democrático na cidade.

Ação da Guarda e o Motivo do Tumulto

O vídeo que circula mostra os agentes da Guarda Municipal forçando a porta do gabinete de Tonico em uma clara tentativa de prendê-lo. O presidente da Câmara havia se trancado no local após a ordem de retirar o vereador Paulo Preza (PP) do plenário. Preza estava impedido pela Justiça de participar da votação, e sua presença gerou a **confusão inicial**.

Funcionários da Câmara tentaram impedir a entrada dos guardas, resultando em um **conflito generalizado** que exigiu a presença da Polícia Militar. Durante o caos, uma advogada presente na sessão chegou a acusar Tonico de abuso de poder, intensificando ainda mais o clima de instabilidade.

O Vereador Impedido e as Acusações

O vereador Paulo Preza (PP) foi impedido de votar devido a uma determinação judicial. A Comissão Processante (CP) que investigava o prefeito apontou que a esposa de Preza teria recebido um cargo em troca do apoio político do vereador na votação da cassação. Esta **suspeita de troca de favores** foi a base para o impedimento.

Apesar da decisão judicial, Preza tentou impedir que sua suplente, Alessandra Vergílio, tomasse posse para participar da sessão. A insistência do vereador em permanecer no plenário, mesmo impedido, foi o estopim para a ordem de retirada dada pelo presidente Tonico, desencadeando toda a confusão com a **Guarda Municipal**.

Sessão Suspensa e Desdobramentos

A sessão de cassação do prefeito de Campo Limpo Paulista ficou suspensa por quase quatro horas e meia devido ao tumulto. Durante esse período, a base aliada do prefeito assinou um documento, declarando que não deixaria o plenário, mas que também se recusaria a participar da votação, prolongando o impasse.

Após o caos, o presidente da Câmara, Antonio Fiaz Carvalho, foi levado à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. Em seguida, o vice-presidente da Casa oficializou a suspensão dos trabalhos. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) informou que ainda não foi notificado oficialmente, mas lamentou o episódio, ressaltando que ele **compromete o adequado funcionamento das instituições** e o debate democrático.

Repercussão e Futuro da Cassação

O prefeito Adeildo Nogueira (PL), que acompanhava a sessão da prefeitura, nega veementemente as acusações e se declara vítima de perseguição política. O episódio da tentativa de prisão do presidente da Câmara durante a **sessão de cassação** adiciona uma camada de complexidade e drama à já conturbada política local.

A situação em Campo Limpo Paulista agora aguarda novos desdobramentos, com o Ministério Público possivelmente investigando os eventos. A **tensão política** na cidade permanece alta, com a população observando atentamente os próximos passos das autoridades e o futuro da administração municipal.

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