Társis Hárife Soares Barros, de 26 anos, foi vítima de um crime brutal que culminou na prisão de sete suspeitos e no resgate de duas reféns em diferentes pontos da capital acreana.
Um crime chocante abalou o Segundo Distrito de Rio Branco na última quinta-feira, dia 30 de maio, com o sequestro e assassinato de Társis Hárife Soares Barros, um jovem de 26 anos. O corpo da vítima foi encontrado com marcas de tiros em um ramal próximo, após intensa ação policial que culminou na prisão de parte da quadrilha envolvida.
A investigação, que se desenrolou rapidamente, revelou detalhes perturbadores sobre a atuação dos criminosos. Além do sequestro e morte de Társis, a polícia descobriu que havia outras vítimas mantidas em cativeiro por comparsas dos suspeitos presos.
Os fatos foram divulgados pelo g1, que acompanhou o desdobramento da ocorrência e a mobilização das forças de segurança na capital acreana.
Ação da polícia leva à prisão de suspeitos e descoberta do corpo
O crime teve início na noite de quinta-feira, no bairro Santo Afonso, quando Társis Hárife Soares Barros foi sequestrado. A polícia agiu rapidamente após receber informações sobre um veículo com características específicas que estaria sendo usado pelos criminosos.
Durante as buscas intensas na região, o carro suspeito foi localizado e abordado pelas equipes policiais. Dentro do veículo, os agentes apreenderam armas de fogo e munições, evidenciando a periculosidade do grupo.
Os suspeitos que estavam no carro, confrontados pela polícia, confessaram que o jovem já havia sido morto. Eles indicaram o local onde haviam deixado o corpo de Társis, um ramal isolado nas proximidades. As equipes seguiram para o ponto indicado, confirmando a trágica morte de Társis e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Samu, para constatação oficial.
Após a confirmação do óbito, o Instituto Médico Legal, IML, foi acionado para a remoção do corpo e a realização dos exames cadavéricos necessários para a investigação.
Resgate de reféns e desdobramentos da operação
O caso ganhou uma nova dimensão após a prisão dos primeiros integrantes da quadrilha. As informações obtidas com os detidos levaram a polícia a uma descoberta ainda mais alarmante, a de que havia outras vítimas em poder dos criminosos.
Uma mulher de 40 anos e uma adolescente de 16 estavam sendo mantidas em cárcere privado em uma residência localizada em outra área da cidade. As equipes policiais foram até o local indicado pelos suspeitos e conseguiram libertar as duas reféns, que estavam sob o domínio dos criminosos.
A relação dessas vítimas com Társis Hárife Soares Barros não foi detalhada pelas autoridades, mas o resgate demonstra a complexidade e a amplitude das ações da quadrilha. Ao todo, a operação resultou na prisão de seis homens e uma mulher, que foram encaminhados à delegacia para os procedimentos cabíveis.
A polícia confirmou que três comparsas dos criminosos estavam na residência onde as reféns foram mantidas, mas dois deles conseguiram escapar durante a ação policial. A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar a motivação exata do crime brutal e detalhar a participação de cada um dos envolvidos nesse sequestro e assassinato em Rio Branco.