A decisão judicial ratifica a detenção do homem que confessou ter assassinado a companheira com cerca de 20 facadas, apesar de ela ter medida protetiva e histórico de violência.
A Justiça decidiu manter a prisão de Sthephan Johansson Marciano, de 40 anos, suspeito de cometer feminicídio contra Monique Helena Gabriel Teodoro, de 36 anos, em um hotel na cidade de Taubaté, interior de São Paulo. O crime brutal chocou a região e levantou discussões sobre a violência contra a mulher, especialmente em casos onde há medidas protetivas.
Sthephan Marciano foi preso em flagrante no último domingo (4) após confessar à polícia que esfaqueou a companheira. Ele alegou ciúmes e uma suposta traição como motivação para o assassinato, conforme relatos iniciais às autoridades.
Monique, que era mãe de uma filha pequena, foi socorrida ainda com vida, mas não resistiu aos ferimentos. O caso, registrado como feminicídio, segue em investigação, conforme informações divulgadas pelo G1.
Detalhes do Crime e a Confissão no Hotel
O crime ocorreu na tarde do último domingo (4), em um hotel localizado na avenida Brigadeiro de Faria Lima, no Centro de Taubaté. Uma funcionária do estabelecimento acionou a Polícia Militar por volta das 17h, após ouvir gritos de socorro vindos de um dos quartos.
Ao chegarem ao local, os policiais foram atendidos por Sthephan Johansson Marciano. O homem, ao abrir a porta, declarou: “já era, já era… perdi, matei minha esposa”, conforme descrito no boletim de ocorrência. No quarto, os PMs encontraram Monique caída, com múltiplos ferimentos de faca.
O Corpo de Bombeiros foi imediatamente acionado e prestou socorro à vítima, que foi levada ao Hospital Regional de Taubaté. No entanto, sua morte foi confirmada na unidade hospitalar, onde os médicos constataram que Monique havia sido atingida por cerca de 20 facadas.
Na delegacia da Polícia Civil, Sthephan reiterou sua confissão, afirmando novamente que o ataque foi motivado por uma suposta traição. Uma faca encontrada no quarto do hotel está sendo utilizada nas investigações do caso de feminicídio.
Histórico de Violência e a Medida Protetiva
Durante as investigações, a polícia descobriu que Sthephan Johansson Marciano já havia tentado matar Monique a facadas anteriormente, em outubro. Mais grave ainda, a vítima possuía uma medida protetiva contra ele, uma ferramenta legal destinada a garantir sua segurança.
Apesar da confissão do suspeito de que Monique era sua esposa, uma tia da vítima, Nalda Gabriel, esclareceu à Rede Vanguarda que os dois não eram casados. Segundo ela, Monique havia sido casada anteriormente com outro homem e mantinha um relacionamento com Sthephan nos últimos anos.
O histórico de violência e a existência da medida protetiva são pontos cruciais na apuração do crime, reforçando a gravidade do feminicídio e a falha na proteção da vítima.
Investigação em Andamento e Posição do Hotel
O caso foi formalmente registrado como feminicídio, um crime que visa punir o assassinato de mulheres por razões de gênero. A Polícia Civil de Taubaté segue investigando todos os detalhes e circunstâncias do ocorrido.
O hotel onde o crime aconteceu emitiu um comunicado lamentando profundamente o incidente trágico. A administração informou que acionou a Polícia Militar imediatamente após a detecção dos gritos de socorro e reiterou suas condolências aos familiares e entes queridos de Monique Teodoro, vítima deste crime bárbaro.
A comunidade de Taubaté e o Vale do Paraíba acompanham o desenrolar do caso, que reacende o debate sobre a segurança das mulheres e a efetividade das medidas de proteção contra a violência doméstica.