Mãe Estudante da UFPA Denuncia Humilhação Após Ser Expulsa de Sala de Aula com Bebê de 7 Meses, Gerando Revolta e Mobilização na Universidade

Estudante da UFPA relata vivência de humilhação e medo após ser expulsa de sala de aula com seu bebê de sete meses, desencadeando uma onda de protestos e pedidos de apuração na universidade federal.

Uma mãe estudante da Universidade Federal do Pará (UFPA) viveu momentos de grande angústia e humilhação ao ser expulsa de sala de aula com seu bebê de 7 meses. O incidente, que ocorreu recentemente, gerou intensa repercussão e mobilização entre a comunidade acadêmica.

A aluna, que preferiu não ter seu nome divulgado, descreve o episódio como traumatizante, afirmando que chora sempre ao relembrar a situação. Ela alega ter sido confrontada pela professora, que a teria mandado “deixar de vitimismo” e “aceitar a realidade” enquanto chorava.

O caso, conforme informação divulgada pelo G1, levou a estudante a buscar apoio e providências institucionais, além de provocar uma série de manifestações pacíficas em busca de justiça e responsabilização dentro da UFPA.

O relato da estudante e o suposto episódio de humilhação

A estudante, que está a poucos meses de concluir seu curso após quase cinco anos na universidade, detalha o momento em que se sentiu profundamente humilhada. Segundo ela, ao ser confrontada pela docente sobre a presença do bebê em sala, começou a chorar, sendo então repreendida com as frases que a marcaram.

Ela relata que deixou a sala de aula abalada, enquanto a professora continuou a ministrar o conteúdo normalmente até o final do período. A aluna afirma que, até então, sempre teve um ambiente de acolhimento por parte de seus colegas, o que tornou o episódio ainda mais chocante para ela.

“Eu estou com medo. Eu choro sempre que lembro que fui humilhada”, expressou a mãe estudante, evidenciando o impacto emocional da situação e a insegurança que passou a sentir dentro do ambiente universitário.

Mobilização estudantil e as providências tomadas

Após o incidente, a estudante não hesitou em buscar apoio e registrar o ocorrido. Ela procurou a secretaria do curso e, em seguida, relatou o caso à direção da faculdade. No dia seguinte, buscou o suporte de coletivos estudantis e formalizou uma manifestação na Ouvidoria da UFPA.

A mãe expulsa de sala também informou que levou o caso ao Ministério Público, buscando uma apuração mais ampla e rigorosa. A repercussão do ocorrido mobilizou diversos estudantes, que decidiram protestar não comparecendo às aulas da professora nos dias seguintes ao episódio.

No dia 11 de fevereiro, uma manifestação pacífica foi realizada, percorrendo o Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares (Ineaf/UFPA) e a Reitoria. Os manifestantes exigiam apuração e responsabilização sobre o caso.

Entretanto, até o momento, a universitária afirma que segue sem uma resposta oficial sobre o incidente que a afetou profundamente na universidade.

A resposta da Universidade Federal do Pará

Diante da repercussão e dos protestos, a Universidade Federal do Pará (UFPA) emitiu uma nota oficial. No comunicado, a instituição informou que a direção do Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares e da Faculdade de Desenvolvimento Rural acolheu a manifestação estudantil realizada no dia 11 de fevereiro.

A universidade destacou que os procedimentos institucionais cabíveis estão sendo providenciados desde o dia 9 de fevereiro, indicando que a instituição está agindo para investigar o caso. A UFPA também reforçou seu compromisso em manter um ambiente de diálogo aberto com a comunidade acadêmica.

Além disso, a nota da UFPA reiterou o respeito da instituição aos povos tradicionais, buscando reforçar seus valores e a importância de um ambiente universitário acolhedor e inclusivo para todos os seus membros, incluindo mães estudantes e seus filhos.

Tags

Compartilhe esse post