Marcello Gusmão: Suspeito de Incendiar Apartamento da Ex e Quebrar Medida Protetiva 1.449 Vezes se Torna Foragido em Alagoas

Justiça decreta prisão preventiva de Marcello Gusmão após série de violações e acusações de incêndio, mobilizando a Polícia Civil de Maceió em sua busca.

Marcello Gusmão, um nome agora amplamente associado a um caso de violência e perseguição, está sendo intensamente procurado pela Polícia Civil de Alagoas. Ele é suspeito de uma série alarmante de violações de uma medida protetiva concedida à sua ex-namorada, Mariana Maia, além de ser acusado de um grave incêndio.

A situação escalou na última segunda-feira, dia 4, quando a Justiça decretou sua prisão preventiva, após Marcello Gusmão ter supostamente descumprido a ordem judicial por impressionantes 1.449 vezes. Desde então, as autoridades estão empenhadas em localizá-lo nos endereços conhecidos.

O caso ganha contornos ainda mais sérios com a acusação de que Marcello Gusmão teria incendiado o apartamento de Mariana Maia, em Maceió. As informações foram divulgadas pelo g1, que acompanha de perto os desdobramentos desta complexa investigação.

A Fuga e a Busca Policial

A Polícia Civil de Alagoas confirmou nesta quinta-feira, dia 7, que Marcello Gusmão de Aguiar se encontra foragido. Agentes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a DEAM, estão desde a última quarta-feira, dia 6, tentando cumprir o mandado de prisão preventiva em diversos endereços.

A determinação judicial para a prisão de Marcello Gusmão veio do juiz José Eduardo Nobre Carlos, da 8ª Vara Criminal da Capital, após a constatação das inúmeras violações da medida protetiva. A ex-namorada, Mariana Maia, foi a beneficiária da ordem judicial que visava protegê-la.

Controvérsia sobre as Violações da Medida Protetiva

A defesa de Marcello Gusmão, representada pelo advogado Welton Roberto, contesta veementemente a quantidade de quebras da medida protetiva. Segundo Roberto, os registros de 1.449 aproximações estão equivocados e não indicam contato físico.

O advogado afirmou na terça-feira que, “Os registros de 1.449 aproximações contêm uma narrativa equivocada, que não evidenciam uma aproximação física. Ela nunca viu o Marcello [após a medida protetiva]. O Marcello está com uma tornozeleira e ela está com um botão de pânico”, buscando desqualificar as acusações.

Em contrapartida, a advogada Amanda Montenegro, que defende Mariana Maia, discorda da versão da defesa. Ela argumenta que o número de violações poderia ser ainda maior, caso não houvesse falhas no dispositivo eletrônico de monitoramento.

Montenegro relatou que Marcello Gusmão teria se mudado para um imóvel próximo ao de Mariana e continuado a persegui-la. “Ele resolveu se mudar para um imóvel que fica na esquina do apartamento de Mariana e passou a se aproximar dela de forma reiterada. Ele continuou a persegui-la”, declarou a advogada.

O Incêndio e as Acusações de Homicídio

Além das violações da medida protetiva, Marcello Gusmão é o principal suspeito de ter incendiado o apartamento de Mariana Maia em fevereiro de 2025, no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Na época, ele negou qualquer envolvimento com o crime, mas as investigações apontam para outra direção.

A Polícia Civil concluiu o inquérito em 27 de fevereiro de 2025, indiciando Marcello Gusmão por tentativa de homicídio qualificado, com o uso de fogo. A Polícia Científica descartou a possibilidade de causas naturais ou elétricas para o incêndio, indicando origem humana e intencional.

O suspeito também é apontado como responsável por outro incêndio, este no apartamento de uma idosa de 85 anos, portadora de Alzheimer, cujo imóvel fica próximo ao de Mariana. Ele responde ainda por violência psicológica contra a mulher, dano qualificado por motivo egoístico e incêndio em casa habitada.

Histórico de Perseguição e Conflitos

Mariana Maia gravou um vídeo detalhando os eventos que antecederam o incêndio em seu apartamento. Ela relatou discussões com Marcello Gusmão devido a uma viagem que planejara para encontrar sua mãe na Itália, para celebrar o aniversário de sua filha.

Ela explicou, “Quando surgiu a ideia dessa viagem, o meu ex-namorado, que é o Marcello, sempre disse que iria. Quando chegou na semana da viagem, acho que quarta-feira, mais ou menos, ele afirmou que não iria mais, por motivos pessoais dele. Ele chegou para mim e disse que não iria mais. Daí em diante ele começou a querer me desestabilizar, pra que eu não fosse também querer me desestabilizar emocionalmente, para que eu não viajasse”.

Após as discussões, Mariana decidiu terminar o relacionamento. Contudo, em uma saída com amigas, ela encontrou Marcello, que teria se tornado truculento. Ela buscou refúgio perto de seguranças de uma casa de shows.

Pouco tempo depois, Mariana foi informada por uma funcionária do local que Marcello Gusmão havia esmurrado e quebrado o para-brisa de seu carro. Este incidente demonstra a escalada de agressões e a intensidade da perseguição enfrentada pela vítima.

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