Natura fecha acordo de US$ 67 milhões nos EUA para encerrar controvérsia do talco da Avon e direcionar foco para América Latina

A Natura Cosméticos anunciou um acordo significativo para encerrar um processo judicial nos Estados Unidos. A empresa pagará US$ 67 milhões para resolver acusações de contaminação por amianto em produtos de talco da antiga subsidiária Avon.

Este movimento estratégico permite à Natura finalizar sua participação em disputas legais complexas, que impactavam suas operações e imagem. O valor já estava provisionado em seu balanço, minimizando surpresas financeiras.

A decisão, conforme informações divulgadas pelo G1, marca o fim de uma era de litígios para a companhia, que agora volta suas atenções para o crescimento de suas operações principais na América Latina.

Detalhes do Acordo e Pagamento

O pagamento de US$ 67 milhões está previsto para 6 de março de 2026. A Natura informou a decisão por meio de um fato relevante, destacando a importância de resolver a questão definitivamente.

Este acordo é crucial para a Natura, pois elimina uma pendência legal de grande porte. A empresa enfatizou que a medida não representa um reconhecimento de culpa ou irregularidades de sua parte ou de suas controladas.

Origem do Litígio: O Caso Chapman

A decisão de firmar o acordo surgiu após a Corte de Apelação da Califórnia manter uma condenação de primeira instância contra a Avon Products Inc. (API). O caso é conhecido como “Chapman” e gerou uma sentença atualizada estimada em cerca de US$ 68,8 milhões.

Durante o processo de recuperação judicial da API, sob o Chapter 11, uma subsidiária do grupo Natura assumiu a responsabilidade por eventual condenação. Isso ocorreu ao contratar um seguro vinculado ao recurso apresentado pela antiga controlada, garantindo a cobertura necessária.

Estratégia Financeira e Venda de Ativos

O impacto financeiro do desembolso será amplamente compensado por recursos da venda de ativos da Avon. A Natura espera receber US$ 22 milhões com a alienação da operação na América Central e na República Dominicana.

Adicionalmente, a companhia prevê um recebimento de € 26,9 milhões com a venda da Avon na Rússia. Essas operações foram anunciadas em setembro de 2025 e fevereiro de 2026, respectivamente, e são estratégicas para o reequilíbrio financeiro.

A provisão para o valor do acordo já estava registrada no balanço da Natura em 31 de dezembro de 2025. Especificamente, o montante foi alocado na linha de operações descontinuadas, demonstrando a previsão da empresa para este desfecho.

Foco no Crescimento na América Latina

Com o encerramento do litígio envolvendo o talco da Avon no caso Chapman, a Natura conclui sua participação nas disputas judiciais ligadas à antiga controlada. A empresa reforça agora seu compromisso com o crescimento das operações na América Latina.

Este era o último processo judicial da API sobre o qual a Natura tinha qualquer tipo de responsabilidade financeira. A resolução permite à companhia concentrar totalmente seus esforços e recursos em sua estratégia de expansão e inovação na região.

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