Desaprovação à indicação de Jorge Messias ao STF supera aprovação, aponta Quaest
Uma nova pesquisa Genial/Quaest trouxe à tona a percepção da população brasileira sobre a possível indicação de Jorge Messias ao STF, o Supremo Tribunal Federal. Os resultados revelam um cenário de maior desaprovação em relação à aprovação, mostrando um desafio para a nomeação do atual advogado-geral da União.
A sondagem, divulgada recentemente, também destaca uma mudança na opinião dos eleitores sobre o poder do presidente da República para escolher livremente os membros da mais alta corte do país. Essa alteração de perspectiva adiciona uma camada extra de complexidade ao debate em torno das nomeações para o STF.
Esses dados são cruciais para entender o pulso da sociedade frente às decisões políticas de grande impacto, especialmente aquelas que moldam a composição de instituições fundamentais. As informações foram divulgadas pelo g1, conforme a pesquisa da Genial/Quaest.
Maioria desaprova nome de Jorge Messias para o Supremo
De acordo com a pesquisa Genial/Quaest, 45% dos eleitores desaprovam a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Em contraste, 30% da população aprova a possível nomeação. Uma parcela de 25% dos entrevistados não soube ou não quis responder à pergunta.
Jorge Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a cadeira que foi deixada por Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria da Corte. A percepção pública sobre essa escolha é um indicativo importante do acolhimento da sociedade à figura do indicado.
Mudança na percepção sobre as escolhas presidenciais
Além da avaliação específica sobre a indicação de Jorge Messias ao STF, o levantamento da Quaest também investigou a opinião dos eleitores sobre a prerrogativa presidencial de indicar nomes para o Supremo. A pesquisa revelou uma mudança notável nesse quesito.
A parcela da população que acredita que o presidente deve ter liberdade para indicar quem quiser ao STF cresceu, passando de 34% em junho para 41% na pesquisa atual. Por outro lado, o percentual de eleitores que discordam dessa liberdade diminuiu, caindo de 59% para 54%.
Os que não souberam ou não responderam também apresentaram uma leve queda, de 7% para 5%. Essa alteração sugere uma flexibilização da opinião pública em relação ao poder de escolha do chefe do Executivo para as vagas no Supremo.
Comparativo com a indicação de Cristiano Zanin
A pesquisa da Quaest permite, ainda, uma comparação com a aprovação de uma indicação anterior do presidente Lula. Em abril de 2023, o levantamento questionou os eleitores sobre a indicação de Cristiano Zanin, que também foi nomeado para o STF.
Naquela ocasião, a desaprovação era ainda maior, com 60% dos eleitores se posicionando contra a indicação de Zanin. Apenas 23% aprovavam o nome, enquanto 17% não souberam ou não responderam. Os dados mostram que a percepção sobre a indicação de Jorge Messias, embora com desaprovação majoritária, é menos intensa do que a observada para Zanin.