Sérgio Moro no PL: Senador oficializa candidatura ao Governo do Paraná com chapa ‘Lava Jato’ e garante apoio estratégico a Flávio Bolsonaro para 2024

Moro, acompanhado de Flávio Bolsonaro, formaliza sua entrada no Partido Liberal e anuncia Deltan Dallagnol e Felipe Barros para compor a chapa ao Senado, marcando um novo cenário político no estado.

O cenário político do Paraná e do Brasil ganhou novos contornos nesta terça-feira, 24 de maio, com a formalização da filiação do senador Sérgio Moro ao Partido Liberal (PL). O evento, realizado em Brasília, confirmou a intenção de Moro de concorrer ao governo do Paraná nas próximas eleições.

A chegada de Moro ao PL não apenas define sua trajetória eleitoral no estado, mas também estabelece uma importante aliança para as eleições presidenciais. Ele prometeu um palanque robusto para o pré-candidato do partido à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro.

A chapa proposta pelo PL para o Paraná, que inclui nomes conhecidos da Operação Lava Jato, como Deltan Dallagnol, promete agitar a corrida eleitoral, conforme informações divulgadas pelo g1.

A Aliança para o Governo do Paraná

Durante o evento de filiação, Sérgio Moro elogiou a gestão do atual governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), mas enfatizou a necessidade de buscar um governo de excelência e mudanças. “Vamos dar continuidade às boas coisas que o atual governo fez, do governador Ratinho, mas vamos buscar também um governo de excelência, de mudança”, declarou Moro.

A decisão de Moro de se filiar ao PL e concorrer ao governo marca um rompimento da legenda com Ratinho Junior. Aliados do atual governador indicam que esse afastamento foi um dos fatores que o levaram a desistir de sua pré-candidatura à Presidência da República, anunciada na segunda-feira, 23 de maio.

Ratinho Junior optou por concluir seu segundo mandato no governo do Paraná até dezembro deste ano, embaralhando a disputa do PSD à Presidência e redefinindo as estratégias políticas no estado.

Palanque Forte para Flávio Bolsonaro

O ato de filiação contou com a expressiva presença de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, e de diversos parlamentares do PL. Flávio Bolsonaro destacou a importância do Paraná na estratégia nacional do partido, visando um projeto de prosperidade para o país.

“Você, Moro, tem a consciência de que a gente precisa do Paraná nessa nossa estratégia nacional. Para mostrar o caminho, para trazer ao país um projeto de prosperidade”, afirmou Flávio. Ele reforçou a expectativa de contar com a força de Moro e seu palanque no estado.

Em resposta, Sérgio Moro garantiu que o Paraná não faltará ao projeto presidencial de Flávio Bolsonaro. “O Paraná não vai faltar ao seu projeto presidencial. Vamos trabalhar para que vossa excelência tenha vitória, uma grande vitória no nosso estado, que será uma vitória para o nosso país”, prometeu Moro, selando a aliança.

A Chapa ‘Lava Jato’ no Senado

No início do evento, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fez um anúncio estratégico para a composição da chapa de Moro. Ele confirmou o deputado Felipe Barros (PL-PR) e o ex-deputado Deltan Dallagnol como candidatos ao Senado.

A proposta da legenda é formar no Paraná uma chapa com forte apelo à Operação Lava Jato, que teve origem no estado. Sérgio Moro atuou como juiz na operação, e Deltan Dallagnol como procurador, trazendo uma identidade clara à composição.

Essa estratégia visa capitalizar a imagem de combate à corrupção associada aos dois nomes, buscando ressoar com o eleitorado paranaense e nacional.

Histórico de Moro com o PL e Bolsonaro

Curiosamente, o PL, partido ao qual Moro agora se filia, já foi um de seus adversários. Em 2023, ao lado do PT, a legenda comandada por Valdemar Costa Neto chegou a pedir a cassação do mandato de Moro, alegando abuso de poder político e econômico durante as eleições.

O partido argumentou junto ao Ministério Público Eleitoral do Paraná que Moro teria obtido benefício indevido ao utilizar recursos da pré-campanha para a Presidência da República. No entanto, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) inocentou Moro, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve seu mandato, mesmo após recurso do PL.

A relação de Moro com o governo Bolsonaro também teve seus altos e baixos. Após a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, Moro aceitou o convite para ser Ministro da Justiça. Ele deixou o cargo em abril de 2020, um ano e quatro meses depois, com uma série de críticas ao então presidente, especialmente após a troca do diretor-geral da Polícia Federal.

Apesar do rompimento público, Sérgio Moro apoiou Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, na disputa contra o atual presidente Lula, vencedor do pleito, demonstrando as complexas reviravoltas na política brasileira.

Tags

Compartilhe esse post