Paciente de 19 anos, com suspeita de mpox, estava internada em Mossoró e foi levada para unidade especializada no RN para investigação aprofundada dos sintomas.
Uma jovem de 19 anos, com suspeita de infecção por mpox, foi transferida de Mossoró para o Hospital Rafael Fernandes, em Natal, uma unidade de referência em doenças infectocontagiosas no Rio Grande do Norte. A medida visa garantir um acompanhamento especializado e a investigação detalhada do quadro clínico da paciente.
A internação inicial ocorreu na UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró, no dia 20 de fevereiro, após a jovem apresentar sintomas virais e lesões na pele que levantaram a suspeita da doença. Apesar da gravidade potencial da situação, a paciente encontra-se estável, orientada e com boa alimentação.
A transferência é um passo crucial para confirmar ou descartar a infecção pela mpox e outras patologias, conforme informação divulgada pelo g1, destacando a importância da vigilância em saúde pública.
A Transferência e o Quadro Clínico
A decisão de transferir a paciente para o Hospital Rafael Fernandes, na noite de terça-feira (24), reflete a necessidade de recursos e expertise específicos para casos de doenças infectocontagiosas. A unidade em Natal é equipada para lidar com diagnósticos complexos e tratamentos que exigem maior atenção.
Desde sua internação inicial na UPA do Alto de São Manoel, a equipe médica tem monitorado de perto a evolução dos sintomas. A paciente teria retornado de uma viagem a João Pessoa antes de manifestar os sinais que levaram à suspeita de mpox, o que amplifica a preocupação com a possível origem da infecção.
A Suspeita de Mpox e Outras Possibilidades
Os sintomas apresentados pela jovem, como lesões na pele e outros sinais virais, são característicos da mpox, uma doença que causa febre e lesões na pele que evoluem para bolhas e feridas. No entanto, a equipe médica ressalta que outras doenças com sintomas semelhantes não foram descartadas.
A coordenadora de enfermagem da UPA do Alto do São Manoel, Aline Ticyanne de Souza, explicou que a semelhança com patologias como a herpes zoster é considerável. “Na verdade, a gente não descartou nenhuma”, afirmou Aline, enfatizando a cautela no diagnóstico.
Ela também mencionou a ocorrência de casos em outras regiões. “Como estão frisando, teve casos na Bahia… Como ela foi em João Pessoa, então, pode ser que tenha tido contato com alguém também”, ponderou Aline. “Como é muito parecido tanto a herpes zoster quanto a mpox, então, chegou-se a essa conclusão. Não vamos desconsiderar também que possa ser outra patologia”, completou a coordenadora.
O Que é a Mpox?
Conforme o Ministério da Saúde, a mpox é uma doença viral que se manifesta por meio de diversos sintomas. Os principais incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza, sendo fundamental reconhecer esses sinais para buscar atendimento médico.
A transmissão da mpox ocorre predominantemente por contato direto com as lesões de pele, fluidos corporais de pessoas infectadas ou objetos e superfícies contaminadas. É crucial adotar medidas preventivas para evitar a propagação da doença.
O tratamento atual para a mpox é focado no suporte clínico, visando o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações. Até o momento, o Ministério da Saúde informa que não existe um medicamento específico para a doença, reforçando a importância do cuidado e monitoramento.
Alerta e Prevenção
A suspeita de mpox no Rio Grande do Norte serve como um lembrete da importância da vigilância epidemiológica e da prontidão dos sistemas de saúde. A rápida identificação e isolamento de casos são essenciais para conter a disseminação de doenças virais.
A população deve permanecer atenta aos sintomas e procurar atendimento médico ao menor sinal de alerta, especialmente após viagens para áreas com maior incidência da doença. A informação e a prevenção são as melhores ferramentas contra a mpox e outras infecções.