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"title": "Conheça Jaqueline Teles, a comerciante que transformou um <b>ônibus</b> em casa e lanchonete e vive no topo do <b>Morro do Fogão</b>, em <b>Itirapina (SP)</b>, revelando seu estilo de vida inspirador",
"subtitle": "Acompanhe a jornada de Jaqueline Teles, que trocou a cidade pelo sossego da <b>Serra de Itaqueri</b>, onde seu <b>ônibus-lar</b> e <b>lanchonete</b> atrai visitantes em busca de paisagens e boa comida.",
"content_html": "<h2>Acompanhe a jornada de Jaqueline Teles, que trocou a cidade pelo sossego da <b>Serra de Itaqueri</b>, onde seu <b>ônibus-lar</b> e <b>lanchonete</b> atrai visitantes em busca de paisagens e boa comida.</h2><p>Há seis anos, a vida da comerciante Jaqueline Teles tomou um rumo completamente diferente. Ela decidiu deixar a agitação da cidade para trás e se estabelecer em um local inusitado: o topo do <b>Morro do Fogão</b>, em <b>Itirapina (SP)</b>, dentro de um <b>ônibus</b> customizado que serve tanto como moradia quanto como lanchonete.</p><p>Essa escolha de vida, impulsionada pelo contato com a natureza e a busca por tranquilidade, transformou Jaqueline em uma verdadeira guardiã do local, combinando trabalho, paisagem e um cotidiano único, a 1.040 metros de altitude.</p><p>Sua história, repleta de adaptações e paixão pelo ambiente natural, foi destaque em uma reportagem recente, conforme informações divulgadas pelo g1.</p><h3>A vida sobre rodas no Morro do Fogão</h3><p>O lar de Jaqueline é um <b>ônibus</b> cuidadosamente adaptado. Ele conta com um quarto que se integra a uma sala e uma cozinha industrial, esta última separada da área de descanso. O banheiro, por sua vez, fica do lado de fora, complementando a estrutura dessa residência singular.</p><p>Para a comerciante, morar ali é sinônimo de paz. "Morar aqui é um sossego. Minha família entende que é uma escolha de vida e de trabalho. Minha mãe ficava preocupada, mas é meu trabalho, meu comércio e meu estilo de vida. Hoje não troco por nada", contou Jaqueline, demonstrando a satisfação com sua decisão.</p><p>O <b>Morro do Fogão</b>, situado na <b>Serra de Itaqueri</b>, a 25 km de <b>Itirapina</b>, é uma propriedade particular que ganhou visibilidade, especialmente a partir da pandemia, por ser um espaço a céu aberto ideal para quem busca o contato com a natureza.</p><h3>De barraca a lanchonete-ônibus: a evolução do lar nas alturas</h3><p>A jornada de Jaqueline no <b>Morro do Fogão</b> começou de forma mais simples. No início, sua moradia era apenas uma barraca, utilizada aos finais de semana para vigiar o local, que atraía visitantes interessados em apreciar a paisagem e o pôr do sol.</p><p>"Eu vinha de barraca com meu ex-marido e ficávamos aqui de sexta a domingo cuidando do lugar, vendíamos bebidas e comidas. Depois compramos o <b>ônibus</b> e nos mudamos de vez, é o meu lugar", relembrou a comerciante, explicando a transição para a vida permanente no alto da montanha.</p><p>A lanchonete-<b>ônibus</b> funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos finais de semana, das 7h às 19h. O cardápio inclui café da manhã, porções, refrigerantes e cervejas. Jaqueline enfatiza que não há taxa de entrada, apenas um pedido de bom senso e respeito ao ambiente.</p><p>Em um único final de semana, a comerciante chega a receber até 300 pessoas, entre ciclistas, motoqueiros, casais e famílias. Para quem acampa, é permitido levar alimentos e bebidas, mas para visitantes, coolers e comidas são proibidos, sendo cobrada apenas uma taxa para o uso do chuveiro.</p><h3>Regras e desafios em meio à natureza exuberante</h3><p>O <b>Morro do Fogão</b> oferece amplo espaço para camping, com vistas deslumbrantes que permitem avistar cidades como Piracicaba, São Pedro e São Carlos. Para acampar, é preciso seguir regras claras, incluindo a assinatura de um termo de responsabilidade.</p><p>É estritamente proibido acender fogueiras e ouvir som alto à noite. O descarte de lixo deve ser feito nas lixeiras designadas. Jaqueline já enfrentou um incidente em que uma fogueira indevida resultou em um incêndio, controlado pela Polícia Militar Ambiental, com multa aplicada aos responsáveis.</p><p>Jaqueline, que se considera uma mulher de fé, vive protegida por seus três cães de guarda: Boris, Thor e Nina. Seu amigo e empresário, Arthur Bolognezi Junior, também se estabeleceu temporariamente no local, morando em uma cabine de caminhão. O maior receio de Jaqueline é em relação a mudanças climáticas drásticas.</p><p>"Eu costumo dizer que não tenho medo de gente, tenho medo da natureza, dos ventos fortes, mas tenho Deus comigo o tempo todo. Quando deu a tempestade, ventou a 120 km aqui em cima. Eu coloquei mais de 20 pessoas dentro do <b>ônibus</b>, voou cadeiras e a tenda", contou, descrevendo um episódio assustador que a fez planejar a construção de um espaço de alvenaria para maior segurança.</p><h3>Um refúgio de paz e boas companhias</h3><p>Além de atender ao público e clientes, Jaqueline frequentemente recebe amigos para noites de filmes, conversas e a contemplação de um céu estrelado. O <b>ônibus</b>, que já passou por reformas para melhorar o atendimento, é um ponto de encontro e lazer.</p><p>"Aqui é uma paz, fiz um quarto e sala e quando recebo meus amigos, nos reunimos, assistimos uma TV, conversamos. Não precisamos de muito para ser feliz. Eu já me acostumei e não gosto mais do barulho da cidade", finalizou a comerciante, que encontrou no <b>Morro do Fogão</b>, em <b>Itirapina</b>, não apenas um lar e um negócio, mas um verdadeiro refúgio de tranquilidade e felicidade."
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