Pandora do PCC: Tatuagens com Símbolos da Facção e Frase ‘Chora Depois’ Revelam Poder da Mulher que Definina Castigos na Baixada Santista

Ariane de Pontes Rolim, a ‘Pandora’ do PCC, tinha tatuagens com símbolos da facção e frases como ‘chora depois’, revelando seu papel na imposição de castigos severos.

Ariane de Pontes Rolim, conhecida como ‘Pandora’ do PCC, foi presa recentemente, sendo apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças da facção criminosa na Baixada Santista e no Vale do Ribeira. Sua figura, já imponente no submundo do crime, ganhou ainda mais destaque pelas revelações de suas tatuagens.

As imagens e frases gravadas na pele de Pandora do PCC não são meros adornos, mas sim declarações de lealdade e poder dentro do Primeiro Comando da Capital. Elas oferecem um vislumbre da mentalidade e das regras que regem a organização criminosa, à qual ela estava profundamente ligada.

A mulher, que tinha a função de ‘disciplina’, era responsável por decidir os castigos aplicados a quem desrespeitasse as normas da facção, desde advertências até o temido Tribunal do Crime, conforme informações divulgadas pelo g1.

Tatuagens da Facção: Símbolos e Mensagens Provocativas

Fotos tiradas de Ariane de Pontes Rolim após sua prisão revelaram uma série de tatuagens significativas em suas pernas. Em uma delas, o símbolo ‘yin e yang’ aparece abaixo da frase “enquanto não houver justiça para os pobres, não haverá paz para os ricos”, na panturrilha.

O delegado responsável pela investigação explicou ao g1 que essa tatuagem é diretamente ligada à facção criminosa e carrega um dos lemas do grupo. Ele destacou que a frase reflete algo que o PCC prega, sobre uma suposta ‘igualdade social’, um discurso frequentemente usado pela organização.

Na parte frontal da perna esquerda, Pandora do PCC exibia uma tatuagem com imagens de palhaço, um símbolo frequentemente associado ao crime, e a frase provocativa “chora depois”. Na perna direita, um desenho de borboletas e flores completava as marcações em seu corpo.

O Papel de ‘Disciplina’: Decidindo os Castigos do PCC

A função de ‘disciplina’, exercida por Ariane de Pontes Rolim, é crucial dentro da estrutura do PCC. O delegado detalhou que essa posição envolve a definição dos castigos para aqueles que infringem as rigorosas regras impostas pelos criminosos da facção.

Os castigos, segundo a autoridade policial, variam amplamente de acordo com a gravidade do descumprimento das ordens da facção. Eles podem ir desde uma simples advertência e agressões físicas até a pena máxima, a morte, em processos conhecidos como Tribunal do Crime.

Essa estrutura de ‘disciplina’ permite que o grupo imponha sanções severas, garantindo a obediência e o controle sobre seus membros. Pandora do PCC tinha um papel central nesse sistema de justiça paralela e violenta.

A Prisão de Pandora e Seus Detalhes

A prisão de Pandora do PCC ocorreu na terça-feira, dia 10, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em sua residência, localizada no bairro Guapurá. Ela foi detida sob acusações de organização criminosa e associação ao tráfico de drogas.

Durante o processo, Ariane de Pontes Rolim, de 30 anos, informou aos policiais sobre um hematoma em seu olho direito, afirmando que foi resultado de uma briga familiar com uma prima. Ela também declarou estar grávida de três meses, mas não apresentou exames que comprovassem a gestação, conforme o boletim de ocorrência.

Após a detenção, Pandora foi encaminhada à delegacia, onde permaneceu à disposição da Justiça. A defesa de Ariane de Pontes Rolim não foi localizada até a última atualização da reportagem do g1, deixando em aberto detalhes sobre sua representação legal.

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