Apesar do saldo positivo, o Rio Grande do Norte teve o segundo pior desempenho no Nordeste, ficando à frente apenas de Sergipe no acumulado de 2025.
O Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com a criação de 15,8 mil novos empregos formais, um número que, à primeira vista, pode parecer positivo para a economia local e o mercado de trabalho.
No entanto, este saldo representa o pior resultado para o estado desde 2020, ano marcado pela pandemia da Covid-19, quando houve um fechamento expressivo de vagas. A situação acende um alerta sobre a recuperação e a estabilidade do mercado de trabalho potiguar.
A análise dos dados, conforme divulgado pelo g1, revela um cenário complexo, com o estado se destacando negativamente no contexto regional do Nordeste.
Rio Grande do Norte: Segundo Pior Desempenho na Região Nordeste
No panorama regional, o Rio Grande do Norte figurou como o segundo estado com o menor saldo de novos empregos em 2025. Com seus 15.870 postos de trabalho criados, o estado ficou à frente apenas de Sergipe, que registrou 15.457 vagas, evidenciando um desafio na geração de empregos no RN.
Outros estados nordestinos apresentaram números consideravelmente superiores, como a Bahia, com 94.380 vagas, Pernambuco, com 72.565, e Ceará, com 49.184, indicando uma disparidade regional na geração de empregos.
Em nível nacional, o Brasil criou 1.279.498 empregos com carteira em 2025, sendo este também o menor resultado desde 2020, evidenciando uma desaceleração geral na recuperação do mercado de trabalho.
Setores que Mais Contribuíram e os Desafios da Construção Civil
Apesar do desempenho geral, alguns setores da economia potiguar mostraram resiliência na criação de novos empregos. O setor de serviços liderou, com um saldo positivo de 5.218 postos de trabalho ao longo dos 12 meses.
A indústria potiguar também contribuiu significativamente, gerando 5.036 vagas, seguida de perto pelo comércio, com 4.722 novos postos. A agropecuária adicionou 1.093 empregos ao total do estado, fortalecendo a economia local.
Em contrapartida, o setor da construção civil enfrentou dificuldades, registrando o fechamento de 208 vagas. Outras 9 vagas foram fechadas em um setor não identificado, apontando para desafios específicos em certas áreas da economia do Rio Grande do Norte.
Perfil dos Trabalhadores: Gênero e Nível de Instrução
A distribuição das novas vagas em 2025 no Rio Grande do Norte mostrou uma tendência de maior absorção de mão de obra feminina. Das 15,8 mil vagas, 8.724 foram destinadas a mulheres, enquanto 7.146 foram ocupadas por homens.
Em relação às vagas fechadas, os dados indicam que os trabalhadores com mais de 50 anos e aqueles com menor grau de instrução, como ensino fundamental incompleto e completo, foram os mais afetados, ressaltando a vulnerabilidade de certos grupos no mercado de trabalho.
Variações Mensais e o Impacto de Dezembro
Ao longo do ano, a criação de empregos no RN apresentou oscilações. O mês de julho se destacou como o período de melhor desempenho, com a criação de mais de 5 mil novas vagas de emprego no estado, refletindo um momento de aquecimento.
No entanto, o encerramento do ano trouxe um cenário menos favorável. Dezembro registrou um saldo negativo, com 5,3 mil demissões a mais que o número de contratações, impactando o balanço anual e contribuindo para o desempenho modesto de 2025 na geração de novos empregos.