De mísseis a bombardeiro: relembre as armas da guerra do Irã | G1

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"title": "De superbombas a drones kamikaze: relembre as armas da guerra do Irã e seu impacto no conflito no Oriente Médio",
"subtitle": "Descubra como mísseis antibunker, bombardeiros estratégicos e drones de baixo custo moldaram a dinâmica do combate e as estratégias militares na região.",
"content_html": "<h2>Descubra como mísseis antibunker, bombardeiros estratégicos e drones de baixo custo moldaram a dinâmica do combate e as estratégias militares na região.</h2><p>O cenário do Oriente Médio se tornou palco de um intenso conflito, envolvendo potências regionais e um verdadeiro desfile de armamentos modernos e destrutivos. Países como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Omã foram impactados, enquanto o mundo acompanhou de perto as tecnologias militares em ação.</p><p>Nesse contexto de escalada, diversas armas ganharam protagonismo, demonstrando a capacidade bélica das nações envolvidas e as táticas adotadas em campo. Desde bombas de alta precisão até drones de baixo custo, cada equipamento revelou-se crucial na dinâmica dos confrontos.</p><p>A seguir, exploramos algumas das principais <b>armas da guerra do Irã</b>, utilizadas por Estados Unidos, Israel e o próprio Irã, que definiram os rumos dos combates e as estratégias militares, conforme informação divulgada pelo g1.</p><h3>GBU-72: A superbomba americana que perfura bunkers</h3><p>Conhecida como a <b>"bomba antibunker"</b>, a GBU-72 foi uma das armas lançadas pelos Estados Unidos para atingir instalações subterrâneas que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio iranianos. Com um peso impressionante de 2.300 kg, essa superbomba se destaca por sua capacidade de explodir apenas ao alcançar o alvo.</p><p>Esse armamento é especificamente projetado para penetrar estruturas altamente reforçadas, como bunkers e instalações militares protegidas, que seriam imunes a explosões convencionais. Ao ser lançada, a GBU-72 atravessa camadas espessas de concreto e solo, detonando apenas em profundidade.</p><p>A explosão subterrânea maximiza o impacto no alvo, concentrando a destruição e ampliando a capacidade de devastação em locais fortificados. Além de sua letalidade, a bomba é notavelmente precisa, utilizando um kit de orientação chamado Joint Direct Attack Munition, JDAM, que a transforma em uma munição guiada por GPS para todas as condições climáticas.</p><h3>B-52: O bombardeiro do "juízo final" que voltou à ação</h3><p>Embora seja o menos moderno da lista, o bombardeiro B-52 foi um dos últimos a entrar no conflito, com uma presença que enviou um forte recado. Fabricado pela Boeing, este gigante dos céus pode transportar até 32 toneladas de armamentos, incluindo bombas, minas e mísseis, e tem a capacidade de carregar ogivas nucleares.</p><p>O B-52 é um modelo de longa autonomia, capaz de voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A última das 744 unidades produzidas foi entregue em outubro de 1962, e o bombardeiro foi inicialmente projetado para transporte de armamento nuclear, tornando-se um ativo crucial dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, onde ganhou o apelido de <b>“bombardeiro do juízo final”</b>.</p><p>A reentrada dessa aeronave na guerra do Irã sinalizou um possível enfraquecimento das defesas aéreas iranianas. Isso porque o B-52 não possui a agilidade dos caças modernos, tornando-o mais vulnerável a sistemas antiaéreos robustos, o que sugere um domínio aéreo considerável por parte dos EUA e aliados.</p><h3>Mísseis de fragmentação: As controvertidas bombas iranianas</h3><p>Utilizadas pelos iranianos em ataques a Israel, as munições de fragmentação, também conhecidas como <b>"cluster munition"</b>, são armamentos projetados para se abrir no ar e liberar várias submunições sobre uma área extensa. Essas pequenas bombas visam atingir simultaneamente soldados, veículos e infraestruturas em um território amplo.</p><p>De acordo com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, o uso dessas armas remonta à Segunda Guerra Mundial. Uma das maiores preocupações com os mísseis de fragmentação é que muitas submunições podem não explodir no impacto, permanecendo ativas no solo.</p><p>Essas submunições não detonadas funcionam como minas terrestres, representando um perigo mortal por anos após o fim dos conflitos e podendo ferir ou matar civis inocentes. A sua utilização por parte do Irã gerou grande controvérsia e condenação internacional.</p><h3>Shahed-136: O drone iraniano barato e letal que satura defesas</h3><p>Um dos primeiros armamentos a serem empregados nesta guerra, o drone Shahed-136 rapidamente se consolidou como um dos principais trunfos do Irã. Sua eficácia reside no baixo custo e na facilidade de produção, permitindo que atinja alvos rapidamente, como data centers, infraestrutura energética, aeroportos e bases navais.</p><p>Em apenas duas semanas de intensas trocas de ataques, mais de mil aeronaves desse tipo foram lançadas pelo Irã. A estratégia por trás do Shahed-136 aposta no volume, não na precisão individual, com grandes enxames sendo disparados simultaneamente para saturar as defesas aéreas inimigas.</p><p>Com apenas 3,5 metros de comprimento, esses drones podem ser lançados a partir de estruturas simples, montadas em poucas horas. O preço justifica a quantidade: um drone Shahed custa entre US$ 20 mil e US$ 50 mil, o equivalente a R$ 100 mil a R$ 261 mil, segundo o Centro para Estudos Internacionais Estratégicos.</p><p>Em contraste, o disparo de um único míssil de defesa aérea usado pelos EUA e aliados para derrubar esses drones pode custar entre US$ 1,3 milhão e US$ 4 milhões, ou seja, de R$ 6,7 milhões a R$ 20,9 milhões. Cálculos da agência Reuters demonstram que o custo de apenas um míssil de defesa Patriot seria suficiente para financiar ao menos 115 drones de ataque iranianos, evidenciando a estratégia de custo-benefício do <b>arsenal do Irã</b>.</p>"
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