Ministra Simone Tebet Confirma Saída para Disputar Eleições 2026 e Mira o Senado
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou nesta sexta-feira (30) que deixará seu cargo no governo até o dia 30 de março. A decisão visa prepará-la para as Eleições 2026, confirmando seu interesse em uma disputa eleitoral.
Segundo a ministra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou que deseja vê-la concorrendo a uma vaga no Senado Federal. Essa movimentação é vista como estratégica para o cenário político que se desenha para os próximos anos.
As discussões entre Tebet e Lula sobre seu futuro político e a importância de sua participação no processo eleitoral já começaram, conforme informação divulgada pelo G1, que detalha os primeiros passos dessa importante articulação.
Caminho para o Senado Federal e Prazo de Desincompatibilização
Simone Tebet explicou que sua saída do Ministério do Planejamento ocorrerá até 30 de março, ou em data definida pelo presidente. A legislação eleitoral brasileira exige que ministros que pretendem disputar eleições se desincompatibilizem, ou seja, deixem seus cargos oficiais, até seis meses antes do pleito, prazo que se encerra em 4 de abril.
A ministra destacou a importância de sua participação nas Eleições 2026, afirmando que o presidente Lula a considera um nome relevante. “Deixo o Ministério do Planejamento até o dia 30 de março ou quando o presidente definir. O presidente avalia que eu sou importante no processo eleitoral e entende que é importante a minha candidatura. Discutimos com o presidente, começamos a discutir apenas a minha candidatura ao Senado Federal”, revelou Tebet a jornalistas em São Paulo.
Ela também mencionou que as conversas com Lula são abertas e respeitosas. “Fizemos alguns raciocínios de onde eu posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada, não era o intuito. Ele queria me ouvir. O presidente tem a virtude de nunca impor nada”, complementou a ministra, que em 2022 concorreu à Presidência pelo MDB, obtendo 4,9 milhões de votos, e apoiou Lula no segundo turno.
O Cenário em São Paulo: Tebet, Haddad e Alckmin
Além da possível candidatura ao Senado Federal, Tebet não descartou a possibilidade de alterar seu domicílio eleitoral para São Paulo. Ao ser questionada sobre essa mudança, a ministra lembrou que nomes de peso do governo Lula estão sendo considerados para disputar cargos no estado, o que adiciona complexidade ao tabuleiro político das Eleições 2026.
“Particularmente entendo que São Paulo tem dois nomes de peso relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, inclusive levar para um segundo turno, que são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Não entramos em detalhes. Estou apenas externando uma mera opinião”, afirmou Tebet.
A ministra fez questão de esclarecer que as discussões com o presidente não se aprofundaram em detalhes específicos. “Não discutimos mudança partidária, não discutimos cargo, não discutimos nem governo de São Paulo”, pontuou, indicando que o foco inicial é a viabilidade de sua candidatura ao Senado.
A Estratégia do PT para o Governo de São Paulo
Paralelamente às conversas com Tebet, o presidente Lula e o PT têm focado em Fernando Haddad para a disputa do governo de São Paulo nas Eleições 2026. Apesar do desejo inicial de Haddad em colaborar apenas com a campanha de Lula, o presidente já teve pelo menos duas conversas com o ministro da Fazenda e deve insistir para que ele concorra.
O PT não possui um plano B para a disputa do governo paulista e deseja que Haddad “vá para o sacrifício” em 2026, mesmo ciente dos desafios. A candidatura de Haddad enfrentaria o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve buscar a reeleição e possui alta popularidade, além do histórico eleitoral favorável à oposição ao PT no interior de São Paulo desde 1982.