Ginecologista Marcelo Arantes e Silva é Preso em Goiás: O Chocante Caso de Estupro de Pacientes e o Perfil Predatório Revelado pela Polícia Civil

A prisão preventiva do médico Marcelo Arantes e Silva, investigado por estupro de vulnerável em Goiânia e Senador Canedo, revela um perfil predatório e acende o alerta sobre a segurança em consultórios.

Um caso que tem chocado a população goiana e gerado ampla repercussão é o do ginecologista Marcelo Arantes e Silva, de 50 anos, que foi preso preventivamente em Goiás. Ele é suspeito de estuprar pacientes durante consultas médicas em clínicas localizadas em Goiânia e Senador Canedo, o que levantou um grave alerta sobre a segurança em ambientes de saúde.

A investigação policial, que se aprofunda a cada dia, aponta para um padrão de conduta preocupante e um número crescente de denúncias. A prisão do profissional da saúde vem à tona após uma série de relatos detalhados de mulheres que teriam sido vítimas de abusos.

A Justiça manteve a prisão preventiva do médico nesta sexta-feira, 24 de maio, enquanto as autoridades prosseguem com as diligências para apurar os fatos. As informações são do g1, que acompanha o caso desde as primeiras denúncias.

Quem é Marcelo Arantes e Silva, o Ginecologista Preso em Goiás?

Marcelo Arantes e Silva, o médico em questão, tem 50 anos e se formou em medicina pela Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2002, há mais de duas décadas. Ele possui especialização em ginecologia e obstetrícia, sendo também conhecido por sua atuação em procedimentos de fertilização assistida.

Nascido em Itaberaí, na região noroeste de Goiás, o ginecologista reside atualmente em Goiânia. Conforme documentos da audiência de custódia, ele é casado e pai de dois filhos. Seu registro profissional no Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) foi suspenso por ordem judicial, como medida cautelar.

As Denúncias e o Modus Operandi do Médico

A prisão de Marcelo Arantes e Silva ocorreu na quinta-feira, 23 de maio, após uma determinação judicial. A investigação foi inicialmente divulgada pela polícia em 16 de abril, quando cinco denúncias já haviam sido registradas contra o ginecologista. Atualmente, o número de vítimas que procuraram as autoridades já ultrapassa 20.

Os crimes, segundo a Polícia Civil, teriam ocorrido em duas clínicas, uma na capital Goiânia e outra em Senador Canedo. A delegada Amanda Menuci, responsável pelo caso em Goiânia, revelou que as investigações identificaram relatos consistentes de abusos cometidos entre 2017 e o presente momento, com o médico supostamente tentando ganhar a confiança das pacientes.

Em coletiva de imprensa, a delegada Gabriela Souza de Moura, de Senador Canedo, descreveu o ginecologista como tendo um “perfil predatório”. Segundo ela, Marcelo Arantes e Silva se aproveitava de momentos de fragilidade das vítimas, que tinham entre 18 e 25 anos de idade.

“A gente tem vítimas variadas, com idades entre 18 e 25 anos, mas percebemos que ele aproveitava momentos de vulnerabilidade, algumas antes de procedimentos cirúrgicos e algumas muito jovens, na primeira consulta ginecológica”, declarou a delegada, ressaltando a vulnerabilidade das pacientes.

A polícia identificou que o modo de agir do médico se repetia nos relatos. As consultas eram marcadas por toques físicos indesejados e perguntas inapropriadas, criando um ambiente de desconforto e abuso para as mulheres que buscavam atendimento ginecológico.

Em um dos relatos mais chocantes, uma paciente afirmou ter sido abusada mais de uma vez pelo médico, e em uma dessas ocasiões, estava acompanhada da própria filha adolescente. Outra vítima relatou a prática de sexo oral durante a consulta, evidenciando a gravidade das acusações.

O Que Significa Estupro de Vulnerável?

O médico é investigado pelo crime de estupro de vulnerável. A delegada Amanda Menuci explicou a escolha dessa tipificação penal, destacando a situação de extrema vulnerabilidade em que as pacientes se encontravam no ambiente ginecológico.

“Naquele local, no ambiente clínico onde elas eram colocadas, elas estavam em completo estado de vulnerabilidade, incapazes de oferecer resistência, até pela posição física que elas ficavam. A posição ginecológica, que elas ficam com as pernas abertas, muitas vezes até presas”, detalhou a delegada, sublinhando a impossibilidade de reação.

Além do aspecto físico, a investigadora ressalta o fator psicológico dos abusos. As mulheres estavam sob a autoridade do médico, uma figura de confiança, e em uma posição de inferioridade técnica em relação ao que estava acontecendo, dificultando a percepção e a reação aos atos ilícitos.

Repercussão e Posições Oficiais

Diante da gravidade das acusações, as clínicas onde o médico atuava se manifestaram. A unidade de Goiânia, em nota publicada nas redes sociais, informou ter tomado conhecimento dos fatos por meio da imprensa e redes sociais, nunca tendo recebido denúncias internas contra o profissional.

A clínica de Goiânia classificou as acusações como “graves, intoleráveis e absolutamente incompatíveis com os valores éticos” da instituição. Em caráter de urgência, a diretoria decidiu pelo desligamento imediato de Marcelo Arantes e Silva do corpo clínico, reforçando o compromisso com a proteção das pacientes.

Já a unidade em Senador Canedo, onde o médico também prestava serviços, esclareceu que Marcelo Arantes e Silva não faz parte de seu corpo clínico há mais de um ano. A clínica afirmou estar à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários à investigação.

A defesa de Marcelo Arantes e Silva, por sua vez, manifestou plena confiança na inocência do médico. Em nota, afirmou que ele é um profissional “bem conceituado em sua área de atuação, probo e ético”, e que tem colaborado com a Justiça. A defesa também mencionou que ele já foi absolvido em um processo anterior e que se absteve do exercício profissional à espera da apuração dos fatos.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) confirmou que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial. O órgão informou que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos são apuradas em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico, e que está solicitando esclarecimentos à instituição citada nas denúncias.

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