Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos, foi autuado por homicídio com dolo eventual e terá destino ao presídio, enquanto a investigação apura irregularidades e a presença de maconha no veículo.
O motorista de caminhão Tauan Felipe Reinert Carlos, de 25 anos, envolvido em um trágico acidente na BR-116, na Bahia, que resultou na morte de 16 pessoas, terá sua prisão preventiva cumprida em um presídio. A decisão judicial veio após uma audiência de custódia, onde o condutor negou ter invadido a contramão da rodovia.
O caso chocou o país pela gravidade e pelo número de vítimas, que eram membros da mesma família e retornavam de uma festa de aniversário. A investigação agora prossegue para esclarecer as exatas circunstâncias da colisão frontal que destruiu a van onde estavam os passageiros.
Detalhes sobre a prisão, as alegações do motorista e os rumos da apuração policial foram divulgados, conforme informações veiculadas pelo g1.
A Prisão Preventiva e a Defesa do Motorista
Tauan Felipe Reinert Carlos foi autuado em flagrante por homicídio com dolo eventual na condução do veículo, uma acusação grave que implica na assunção do risco de produzir o resultado morte. Ele estava custodiado no Complexo de Delegacias de Feira de Santana, na Bahia, desde o momento da prisão.
Durante a audiência de custódia, realizada de forma virtual na última segunda-feira, 1º de abril, a Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva. Isso significa que o motorista de caminhão permanecerá detido por tempo indeterminado enquanto o processo judicial avança.
Em sua defesa, Tauan negou veementemente ter invadido a contramão da BR-116. Ele afirmou: “Eu não invadi a contramão. Eu estava a 30, 40 km/h trocando marcha na serra. Sendo que a gente que é motorista já anda meio que no acostamento”, conforme sua declaração.
A Investigação e as Irregularidades Encontradas
As circunstâncias do acidente na BR-116, que vitimou fatalmente 16 pessoas, continuam sob rigorosa investigação pela Polícia Civil e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). As autoridades buscam elementos que possam determinar as causas exatas da colisão e a responsabilidade do motorista de caminhão.
Um dos pontos cruciais levantados pela PRF é a irregularidade no funcionamento do cronotacógrafo do caminhão. Este equipamento, que registra tempo de direção, velocidade e distância percorrida, apresentava falhas, impedindo a comprovação de dados essenciais antes da batida.
A Polícia Civil também informou que foram encontrados nove gramas de maconha dentro do caminhão. No entanto, até o momento, não há confirmação se o motorista de caminhão estava sob efeito da droga no momento do trágico acidente, sendo este um ponto a ser esclarecido pela perícia.
O caminhão fazia o trajeto entre Juazeiro, no norte da Bahia, e o Rio de Janeiro. A van, por sua vez, seguia de Amargosa para Salvador, quando a colisão frontal ocorreu em um trecho de pista simples da movimentada BR-116.
A Tragédia da BR-116: Vítimas e Sobreviventes
As vítimas do grave acidente na Bahia eram parte de uma mesma família, que retornava de uma festa de aniversário celebrada em Amargosa. O grupo, composto por familiares da aniversariante, não contava com a presença dela na van no momento da viagem de volta.
Entre os dezesseis mortos, a tragédia atingiu pai, madrasta, tios e primos da aniversariante, além de três crianças, cujas vidas foram ceifadas precocemente no impacto. A comunidade e os parentes se despediram das vítimas em meio a grande comoção.
Quatro pessoas sobreviveram à colisão e foram prontamente socorridas para unidades de saúde da região. Dois desses sobreviventes precisaram passar por cirurgias devido à gravidade dos ferimentos, e continuam se recuperando do grave acidente na BR-116.
Após o ocorrido, os corpos das vítimas foram encaminhados aos Institutos Médicos Legais de Feira de Santana e Alagoinhas para os procedimentos de identificação. Posteriormente, foram liberados para os sepultamentos, permitindo que as famílias pudessem realizar as últimas homenagens.